Exercício físico: Pode ou deve praticar-se com máscara?
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Exercício físico: Pode ou deve praticar-se com máscara?

Com o progressivo desconfinamento e a possibilidade de frequentar de novo espaços públicos, como os ginásios, cada vez mais se retoma o exercício físico…

É no entanto ao ar livre que os adeptos da boa forma têm vindo a aumentar, equacionando o uso de uma máscara versus maior segurança. Muitas pessoas que gostam de correr, andar de bicicleta ou até caminhar em parques, entre outras atividades mais leves, têm dúvidas quanto à melhor forma de exercitar o corpo sem aumentar o risco de contaminação por Covid-19.

O ideal seria em casa. Mas

Para a maioria dos especialistas a opção mais segura ainda é a de praticar o exercício físico em casa. Isto porque ele aumenta a exalação do ar e, consequentemente, também a propagação do vírus, fazendo com que este se espalhe por distâncias maiores do que dois metros (recomendação habitual de distanciamento entre duas pessoas).

Para idosos e portadores de doenças crónicas, a orientação torna-se ainda mais importante. Com a imposição do isolamento, muita gente percebeu que é possível, sim, fazer exercício de qualidade e com alto gasto calórico em casa. O crescimento dos aplicativos de ginástica, lives de treinos aeróbicos, vídeos de yoga e pilates, entre outros, mostraram que basta um pouco de organização e força de vontade para manter a saúde. 

Mas se, no seu caso, fizer questão de se movimentar ao ar livre, certamente considerou a utilização de máscara durante a prática, ou estará mesmo a fazê-lo. Acessório essencial para a retoma do convívio social, a máscara pode ajudar a manter a proteção individual durante o exercício físico, mas o seu uso requer alguns cuidados para que funcione de forma eficaz. 

Se usar máscara, que tipo escolher?

No caso de corredores e ciclistas, deve ter-se em atenção não só a distância de pelo menos quatro metros de outras pessoas, mas também o tipo de máscara a utilizar. O exercício físico com uma máscara facial cria um microclima quente e húmido à volta do rosto, à medida que o acessório retém a respiração exalada. Além da óbvia acumulação de suor na máscara, há também um aumento das secreções nasais.

A inspiração através de um tecido húmido também tende a ser mais árdua do que quando o mesmo está seco. E o pior de tudo: as máscaras húmidas diminuem a sua capacidade de filtração.

Por isso devem preferir-se os tecidos mais firmes e menos absorventes, como o poliéster. Mesmo que em condições normais o algodão seja superior, ele molha e encharca mais com o suor, perdendo essa superioridade. Se possível, a pessoa deve levar consigo mais de uma máscara e trocar quando a que usa ficar molhada, ou ultrapassar as duas horas recomendadas para a máscara de pano.

Cuidados adicionais 

Além das orientações acima, é fundamental manter a higiene das mãos, desinfetando-as, tanto ao sair (e antes de colocar a máscara) como ao chegar a casa. E nessa altura o mesmo cuidado deve ter-se, após descartar a máscara ou colocar para lavar as que forem reutilizáveis.

Também é importante não colocar a mão na máscara para ajustar, e evitar tocar em qualquer superfície, como bancos e barras, durante o exercício. Para a escolha do local, devem evitar-se parques pequenos ou ruas estreitas, que propiciem aglomeração, bem como os horários de maior fluxo de pessoas. 

Vale a pena lembrar que o exercício físico é essencial para manter a saúde e garantir qualidade de vida, especialmente na situação atual, que conduz a emoções como o stress, ansiedade e medo. 

Seja em casa, ao ar livre ou nos ginásios, deve escolher-se a forma que melhor funciona para cada caso e aproveitar os benefícios de um corpo saudável. 

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