Tratamento para asma

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ALERGIA AO PÓ DOMÉSTICO: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO.

 

Estudos realizados demonstram que o pó doméstico é composto por uma mistura que inclui fragmentos da pele morta que libertamos, fibras de carpetes e de móveis estofados, terra agarrada aos sapatos e partículas trazidas de fora da residência, pelo vento. 


O pó doméstico também pode conter chumbo, arsénio e outras substâncias prejudiciais que migram de fora para dentro de casa, por meio do ar e do solo.

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Por esta composição, vê-se que o pó doméstico oferece riscos para a saúde, especialmente no deflagrar de alergias respiratórias.

Assim, é importante saber o que fazer, tanto para prevenir a exposição a este pó, como no tratamento e medidas de intervenção dirigidas, designadamente, aos ácaros.

O primeiro passo é marcar uma consulta com um médico alergologista, que perguntará sobre o histórico da pessoa e condições da residência, e poderá conduzir testes específicos para entender se a pessoa de facto é alérgica à poeira doméstica e a ácaros.

São as seguintes, as principais formas de diagnóstico:

 

1 –  Skin prick test ou teste de puntura.

Este é o teste mais comum, sendo rápido e indolor. Consiste numa leve perfuração na região do antebraço, onde é aplicada uma pequena quantidade do alérgeno de escolha, podendo ser aplicados alérgenos de ácaros. Após cerca de 20 minutos o resultado será positivo se for observada reação alérgica no local, que se assemelha a uma pequena picada de inseto.

2 – Teste de provocação nasal

Neste caso o alérgeno de ácaro é nebulizado diretamente no nariz do paciente, a fim de verificar uma possível reação alérgica. Este teste é menos utilizado, já que pode causar reações fortes e indesejáveis, além de que só pode ser realizado em hospitais, por médicos alergologistas.

3 – Teste sanguíneo

É o recurso de casos específicos, designadamente quando:

– O paciente está a utilizar um antialérgico e não pode interromper o uso (neste caso, a reação alérgica na puntura pode não ser observada, apesar do paciente ser alérgico a ácaros).

– Em casos em que houve reações severas anteriormente.

– Quando se apresentem lesões na pele.

– Ou em casos que, apresentando-se a pele muito sensível, reações localizadas ao redor da puntura possam ocorrer, mesmo que o paciente não seja alérgico.

Nestes casos, é feita uma recolha de sangue laboratorial e é avaliada a presença do anticorpo IgE (Imunoglobulina E) específica para ácaros.

Este teste costuma ser mais preciso.

 

TRATAMENTOS

Após o diagnóstico, o médico irá escolher a melhor solução para cada caso. Entre os medicamentos mais utilizados para o tratamento de alergia a ácaros estão os anti-histamínicos, que reduzem sintomas de comichão e irritação nos olhos, e descongestionantes e esteroides nasais, que reduzem, respetivamente, a secreção e inchaço nasais.

A imunoterapia específica tem vindo a ser muito utilizada e consiste na aplicação de vacinas subcutâneas (forma mais utilizada) e gotas sublinguais, compostas por pequenas doses de alérgenos de ácaros, aplicadas de forma consistente, em períodos longos (entre 2 e 4 anos). A ideia é que o organismo se vá acostumando gradualmente àquele alérgeno, até que não o sinta mais como agente invasor. Apesar de não haver garantia de que a alergia será controlada a partir desse tratamento, ainda é o mais utilizado, juntamente com o controle ambiental.

A diminuição de reações alérgicas após tratamento com imunoterapia pode ser mais de 2 vezes superior quando comparada com tratamentos medicamentosos isolados.  No entanto, é importante ressaltar que pacientes portadores de asma grave, que utilizam betabloqueadores, que apresentam doenças autoimunes e doenças psiquiátricas, não devem receber tratamento por imunoterapia. E este também não deve ser iniciado na gravidez.

Nota: Dada a complexidade do diagnóstico e tratamento para alergia a ácaros, é importante salientar que esse artigo tem apenas caráter informativo, não devendo substituir uma consulta com especialista.

 

Referência:

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1046/j.1365-2222.2001.01161.x/full

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VACINAÇÃO: UM DIREITO, TAMBÉM NA IDADE ADULTA.

 

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Desde o dia 24 e até 30 de abril decorre a Semana Europeia da Vacinação, da Organização Mundial de Saúde – Região Europeia. A OMS pretende alertar para a necessidade de vacinação em todo o ciclo de vida.

 

A morte recente de uma jovem com pneumonia bilateral, motivada por sarampo, colocou o País em alerta, desencadeando uma onda de preocupação entre pais e educadores e, com ela, múltiplos debates de especialistas sobre o tema da vacinação (ou não vacinação) das crianças e jovens. Mas… e os adultos?

 

As celebrações da “Semana Europeia da Vacinação”, neste final de abril, serviram de mote ao arranque do “Movimento Doentes pela Vacinação”, o qual, apelando à população, aos profissionais de saúde e aos governantes, pretende derrubar as barreiras que existem à vacinação na idade adulta.

 

9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos…

 

Embora seja recomendada pela DGS a grupos de adultos com risco acrescido de a contrair, ainda são poucos os que estão imunizados com a vacina antipneumocócica. Mais do que uma questão de acesso, as baixas taxas de imunização na idade adulta prendem-se, sobretudo, com a falta de informação ou de prescrição. Para divulgar recomendações, estatutos e direitos, e sensibilizar a população, profissionais de saúde e governantes para este problema, a Associação Respira juntou-se à Fundação Portuguesa do Pulmão e ao GRESP – Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, para lançar o Movimento Doentes pela Vacinação. Um Movimento que, esperam, possa vir a agregar outras associações, sociedades científicas e população em geral, com o objetivo comum de “alertar, informar e orientar todos os interessados sobre o tema”.

 

Segundo um estudo recente, 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos não estão vacinados contra a pneumonia. De acordo com o mesmo estudo, a falta de indicação médica é a principal razão para que estes adultos ainda não estejam imunizados. Isso apesar de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica (DIP). A prevenção contra a Pneumonia, a forma mais comum da DIP nesta faixa etária, é, assim, recomendada a quem está mais fragilizado, como é o caso dos

membros de uma das entidades fundadoras, a Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas.

 

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Falta de informação = poucos adultos vacinados!

 

Conscientes de que o acesso à informação é a base de uma boa prevenção, e de que, por falta de informação, ou de prescrição, ainda são poucos os adultos vacinados, a Respira, a Fundação Portuguesa do Pulmão e o GRESP juntaram-se no Movimento Doentes pela Vacinação. Lançada no dia 26 de abril, no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, a iniciativa tem como principal objetivo sensibilizar doentes, profissionais de saúde, governantes e a população em geral, para a importância da vacinação antipneumocócica na idade adulta.

 

O Movimento Doentes pela Vacinação pretende derrubar as barreiras que existem à vacinação na idade adulta, transformando a informação disponível em consciência. Considera a vacinação antipneumocócica um direito fundamental e lamenta que ainda estejam tantos por vacinar por falta de informação: mais que o acesso económico, o principal entrave à vacinação antipneumocócica é a falta de conhecimento.

 

Vice-Presidente da Respira: “a Vacinação é um Direito!”

 

As celebrações da Semana Europeia da Vacinação (24 a 30 de abril), sob o tema “Vaccines work” / “As vacinas funcionam”, servem de mote para o arranque deste Movimento que começará com a Respira, a FPP e o GRESP, mas que em breve se estenderá a outras entidades e associações de doentes. Será essa uma das missões para as próximas semanas, a par de uma campanha de sensibilização a implementar junto de Juntas de Freguesia, Centros de Dia, Lares e outros locais frequentados por doentes de risco.

 

“É necessário dotar a população e os profissionais de saúde de consciência sobre o problema, e para isso nada como ir ao seu encontro. Começaremos pelas Juntas de Freguesia, pelos Centros de Dia, pelos Lares e outros locais que frequentam”, explica Isabel Saraiva, vice-Presidente da Respira, e fundadora do Movimento Doentes pela Vacinação. “Queremos consciencializar estas pessoas dos riscos que correm. Riscos desnecessários porque, felizmente, há prevenção.

 

No fundo, queremos que ponham a vacinação na equação, explicar que a Vacinação é um Direito e que a partilha de Informação sobre recomendações, aconselhamento e direitos, é uma obrigação dos Profissionais de Saúde. Será missão deste Movimento contribuir para o esclarecimento e para divulgação desta temática, para que doentes, profissionais de saúde e até governantes façam as suas escolhas em plena consciência”, acrescenta.

 

É BOM SABER QUE…

 

– Para além dos recém-nascidos, o Programa Nacional de Vacinação prevê a imunização antipneumoncócica gratuita de alguma população adulta.

 

– Segundo a Norma 011/2015 da Direção Geral da Saúde, os grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica (DIP) devem vacinar-se.

 

– A vacinação é uma das maiores realizações em matéria de Saúde Pública. Milhões de vida têm sido salvas (e continuarão a ser), através dos programas de vacinação, que correspondem, em média, a apenas 0,5% dos orçamentos da Saúde.

 

– “Para os doentes com DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, a vacinação contra a pneumonia é mandatária”, explica Isabel Saraiva, Vice-Presidente Respira. “A evidência demonstra a sua eficácia, nomeadamente na redução das exacerbações que são eventos graves com consequências imprevisíveis”, continua.

 

– O acesso à informação é o primeiro passo para uma boa prevenção. “As pessoas estão pouco informadas. Temos de alterar este cenário. Mesmo no caso de quem está recomendado e pertence aos grupos de alto risco, logo, com acesso gratuito à vacina contra a Pneumonia, as taxas de vacinação são extremamente baixas. Seja por falta de informação sobre os seus direitos, seja porque não houve prescrição por parte da equipa médica, o facto é que ainda há muitos grupos por imunizar”, explica Isabel Saraiva.

 

– Grupos de alto risco, como portadores de HIV, pessoas cuja imunidade está comprometida, pessoas com linfomas ou que tenham retirado o baço, estão entre aqueles que têm direito à vacinação sem quaisquer custos. À semelhança do que acontece com quem sofre de doenças respiratórias, a falta de informação e/ou de aconselhamento médico, são a principal causa das reduzidas taxas de vacinação.

 

Com o alargamento da vacinação a estes grupos, pretende-se uma redução da incidência da doença e, consequentemente, a diminuição das taxas de morbilidade e mortalidade por DIP. Previne-se, simultaneamente, complicações e sequelas da doença nos grupos mais vulneráveis, assim como o seu impacto social.

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PÁSCOA: ALEGRIA, SE POSSÍVEL SEM ALERGIA!

 

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Páscoa, Primavera, Passeios… Que bem se está no campo?

Sim, mas um Calendário Polínico é uma boa companhia para quem sofrer de alergias.

 

A Páscoa é uma época rica de tradições e rituais que se transmitem através de gerações, ainda que, sobretudo nas grandes cidades, nem todos os costumes desta festa religiosa sejam observados.

Mas de forma genérica é uma data para reunir a família e (ou) aproveitar os dias de miniférias para umas “escapadas” à praia ou ao campo.

Coincidindo com a época das alergias, que afetam cerca de um terço dos portugueses, estes dias podem trazer agravamento de sintomas, designadamente com a presença prolongada em locais onde certos tipos de árvores e arbustos são os maiores responsáveis pela libertação de pólenes (gramíneas / fenos) que representam a maior causa de alergia no nosso país.

 

Seguir o Boletim Polínico…

Se é alérgico, uma boa consulta será decerto ao Calendário Polínico da RPA – Rede Portuguesa de Aerobiologia, um serviço da SPAIC para a Comunidade.

Em www.rpaerobiologia.com poderá consultar o Boletim Polínico e ficar a par dos níveis de pólen, semana a semana, podendo inclusive receber, por email, essas previsões.

 

Deixamos, como exemplo, a Previsão Polínica da RPA entre os dias 7 e 13 de abril…

(À hora de fecho deste texto não tínhamos ainda a previsão para a semana de 14 a 20 abril.)

Na semana de 7 a 13, a previsão foi de concentrações muito elevadas de pólen atmosférico em todas as regiões do Continente.

Na atmosfera estiveram presentes, particularmente, grãos de pólen das árvores pinheiro, azinheira e outros carvalhos e plátano, e da erva urtiga.

O pólen de oliveira surge nas regiões do litoral sul e o pólen de bétula nas regiões do Norte.

Começa a ganhar alguma importância o pólen de gramíneas na região do Alentejo e Beira Interior.

 

Alguns dados estatísticos:

– 1/3 da nossa população é alérgica;

– 7% sofre de asma;

– 700 mil portugueses têm asma brônquica;

– 90% das crianças com asma têm uma causa alérgica para a sua doença;

– Há 175.000 crianças e adolescentes asmáticos, em Portugal.

 

(Dados da SPAIC – Soc. Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.)

 

Contactos úteis:

 

RPA – Rede Portuguesa de Aerobiologia

www.rpaerobiologia.com

 

SPAIC – Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica

www.spaic.pt

 

TOME NOTA!

 

Consulte o Boletim Polínico

Disponível todo o ano no site oficial da SPAIC, e na Primavera também em alguns meios de comunicação social, este boletim permite saber quais as concentrações de pólenes no ar ambiente (baixas /moderadas / elevadas).

 

Programe as suas férias

Para evitar o contacto com um pólen específico a que seja alérgico, programe as suas férias elegendo locais de baixas contagens polínicas (ex. neve, praia…). Poderá saber a altura de polinização máxima pela consulta do Boletim Polínico.

Evite certas atividades ao ar livre, quando as concentrações polínicas forem elevadas. Passeios no jardim, cortar a relva, campismo ou a prática de desporto na rua irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias. E saiba que de manhã a concentração de pólenes é maior.

 

Em casa…

Não abra as janelas em dias de muito vento ou quando as concentrações de pólenes forem mais elevadas.

 

A viajar de carro…

Mantenha as janelas fechadas e recorra a um filtro próprio para reduzir significativamente o contacto com os pólenes.

Os motociclistas deverão usar capacete integral.

 

Use óculos escuros sempre que sair à rua, como forma eficaz e prática de evitar queixas oculares decorrentes dos sintomas de alergias.

 

E… Páscoa Feliz!

 

São os votos da Airfree, com muito bem-estar em família e alegria, sobretudo para as crianças, com as divertidas caças aos ovos ou às amêndoas, já escondidas no jardim ou noutro espaço de lazer, a fazer cumprir mais uma tradição!

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RESPIROU-SE O BOM AR DO SUCESSO!

 

“Chicago, Chicago, I’ ll show you around”…

Tal como o tema mundialmente famoso, também nesta cidade mostrámos bem quem somos, e ao que fomos. Só faltou dançarmos ao som de Frank Sinatra 🙂

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A nossa presença na IHA – International Home + Housewares, em Chicago, já é uma tradição na agenda da empresa.

Estamos felizes por confirmar que, pelo 6º ano consecutivo a Airfree fez sucesso nesta Feira, a maior em utilidades domésticas nos EUA.

O nosso stand, este ano numa nova localização, registou um aumento de visitantes, empresas que vinham ao nosso espaço querendo saber mais sobre a marca que fabrica purificadores de ar sem filtros…

É que a nossa tecnologia “verde” não deixa de surpreender, pela alta eficiência aliada à “simplicidade” de utilização e respeito pelo Ambiente.

 

Novidades, novidades…

No certame apresentámos dois novos produtos, um dos quais dentro da nossa gama doméstica de purificadores, sendo que o outro é uma novidade fora do core business da empresa.

O primeiro é o Tulip, um purificador de ar que apesar de pequeno é de grande eficiência, pois a sua capacidade de ação em m2 nos ambientes é a mesma de  outros modelos de maior dimensão. Além disso, o seu belo design atraiu a atenção dos visitantes… como o nome indica, lembra a leveza e a elegância de uma túlipa.

Estamos certos de que o seu lançamento em Portugal irá ser um sucesso, confirmando o nosso propósito de apresentar produtos que aliem, à sua vocação saude / bem-estar, o facto de serem também atraentes objetos decorativos, que valorizam os espaços que “habitam”.

Quanto ao segundo produto apresentado dá pelo nome de ORB e marca a nossa entrada numa nova área de produtos para a casa.

O Airfree ORB é um humidificador compacto, ideal para viagens e pequenos ambientes, que poderá estar à venda em Portugal já a partir de finais de abril.

Este aparelho traz conforto ao usuário, prevenindo irritações das vias respiratórias, entre vários tipos de alergias e outros problemas de saúde.
“LIGUE-SE” AO NOSSO MUNDO…

Entretanto, para saber tudo sobre os modelos e próximos lançamentos Airfree podem encontrar na Imprensa os nossos Comunicados, bem como seguir as “news” através do nosso Facebook (http://www.facebook.com/AirfreePortugal) e, já agora, deste espaço de Blogue.

Quanto ao site da marca (www.airfree.pt), além da descrição de todas as linhas de modelos, oferece dados completos sobre a tecnologia e funcionamento dos aparelhos, testemunhos e vídeos, ou seja, tudo o que possa informar e confirmar o papel dos nossos purificadores no tratamento do ar que respiramos.

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AINDA, A LEGIONELLA…

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“A doença, provocada pela bactéria Legionella pneumophila, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.”

Assim foi a doença descrita pela Imprensa, quando a semana passada o País esteve em alerta com o regresso da Legionella. Encontrada na torre de arrefecimento de uma empresa do Norte, a bactéria terá infetado várias pessoas, mas dos 10 casos inicialmente identificados, viria depois a DGS afirmar que nem todos tiveram a mesma origem de contaminação.

No rescaldo não houve vítimas mortais, mas estes casos trouxeram à memória o surto de 2014, em que 14 pessoas perderam a vida…

 

Bactérias em ambientes corporativos.

O século XX foi marcado por diversas mudanças nos ambientes corporativos, designadamente as mudanças na arquitetura e na utilização de energia. A tendência mundial foi, e ainda é, a de construção de edifícios envidraçados, com sistemas de ar condicionado, carpetes e muitos funcionários por metro quadrado. Estes ambientes tornaram-se praticamente isolados do ambiente externo, levando ao aumento de poluentes libertados internamente pelos ocupantes e pelos materiais. As bactérias fazem parte deste cenário de qualidade do ar de ambientes internos, podendo causar doenças e deflagrar crises respiratórias.

Ainda na década de 70, devido à crise energética e com o objetivo de reduzir gastos, houve redução da taxa de renovação nos sistemas de ar condicionado, pelo que as bactérias passaram a acumular-se, cada vez mais, nesses espaços. Em 1976, uma delas passou a chamar a atenção, a Legionella pneumophila, sendo uma das mais relevantes nesses ambientes.

 

A descoberta…

A bactéria foi descoberta na Filadélfia, durante uma convenção de legionários de guerra que comemoravam o bicentenário da independência dos Estados Unidos.  Aqueles que não moravam no local hospedaram-se em quatro hotéis da cidade. Depois de retornarem às suas residências, iniciaram-se os sintomas de tosse, febre, diarreia e dificuldades respiratórias. Após uma semana foram registados 150 internamentos e mais de 10 mortes, e até o final do mesmo ano foram confirmados mais de 300 casos e 29 mortes.

Investigações conduzidas por profissionais da CDC (Center for Disease Control and Prevention) mostraram que a bactéria tinha sido originada a partir da água da torre de resfriamento do sistema de ar condicionado de um dos hotéis, e que assim fora transmitida aos hóspedes.

A descoberta levou ao nome da bactéria: Legionella!

 

Como se transmite?

Esta bactéria ocorre naturalmente em sistemas de água, como por exemplo rios, represas e lagos. Convivemos com diversas espécies diariamente, sendo a mais perigosa a Legionella pneumophila SG1 sorogrupo 1.  No entanto, a sua transmissão dá-se apenas a partir da inalação de aerossóis (gotículas muito pequenas de água) e não acontece o contágio entre pessoas, apesar de estudos recentes terem lançado essa hipótese.

Assim, as atenções devem ser voltadas para sistemas de geram aerossóis, tais como torres de resfriamento de ar condicionado, sistemas de água quente e fria, chuveiros, fontes, saunas, humidificadores, etc. É por isso que é necessário ficar atento, não apenas em ambientes corporativos, mas também em hotéis, e até mesmo navios.

 

HIGIENIZAÇÃO. CONTROLE.

Os sintomas podem manifestar-se entre dois a dez dias após o contágio – tempo de incubação da bactéria. Normalmente são os mesmos da pneumonia (dificuldade de respirar, tosse e febre), mas também podem ocorrer reações de diarreia, cefaleia e letargia, necessitando de tratamento médico imediato.

Estima-se que 30% das pneumonias esporádicas sejam causadas por essa bactéria, que é a mais relevante no tipo de ambiente atrás referido.

É assim necessária a maior atenção à higienização dos sistemas que utilizam água quente, de forma a controlar surtos dessas bactérias, bem como efetuar análises rigorosas da qualidade do ar.

 

Sabia que?

Foi recentemente constituída uma nova associação (Associação Apoio às Vítimas Legionella – VFX), para defender as vítimas do surto que teve lugar em 2014 no concelho de Vila Franca de Xira e que infetou 403 pessoas, tendo morrido 14, devido à doença.

O objetivo? Mais apoio e encaminhamento judicial para as vítimas, no sentido de poderem defender os seus interesses na justiça.

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O pólen e a febre dos fenos

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UM ALERTA DA ASSOCIAÇÃO RESPIRA: VACINAR É FUNDAMENTAL!

 

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No cenário de um Inverno particularmente difícil no âmbito das doenças respiratórias, a Associação Respira alerta para a necessidade de vacinação contra a pneumonia: “Reconhecemos como direito fundamental o acesso à vacinação”

Para além dos recém-nascidos, o Programa Nacional de Vacinação prevê a imunização antipneumocócica gratuita de alguma população adulta. A vacinação está também recomendada a grupos de risco, como os portadores de doenças respiratórias. Por falta de informação, ou de prescrição, ainda são poucos os que estão vacinados. E a Associação Respira não tem dúvidas: “Há que reverter esta situação”.

Os grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica (DIP) devem vacinar-se (norma 011/2015 da Direção Geral da Saúde). A prevenção contra a Pneumonia, a forma mais comum da DIP nesta faixa etária, é assim recomendada a quem está mais fragilizado, como é o caso dos membros da Associação Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas.

 

“A evidência demonstra a sua eficácia”.

Para a Associação, a vacinação é uma das maiores realizações em matéria de Saúde Pública. Milhões de vidas têm sido salvas (e continuarão a ser), através dos programas de vacinação, que correspondem em média a apenas 0,5% dos orçamentos da Saúde.

“Para os doentes com DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, a vacinação contra a pneumonia é mandatória”, afirma Isabel Saraiva, Vice-Presidente da Respira, acrescentando: “A evidência demonstra a sua eficácia, nomeadamente na redução das exacerbações que são eventos graves com consequências imprevisíveis”.

Divulgar, prescrever… sem esquecer o fator económico

Na opinião da Respira, o acesso à vacinação antipneumocócica deve ser facilitado, quer através da divulgação e da prescrição da imunização por parte dos profissionais de Saúde, quer por via do incentivo económico – no caso dos doentes com DPOC a comparticipação prevista é semelhante à de qualquer outro adulto saudável, 15%.

E o acesso à informação é o primeiro passo para uma boa prevenção. “As pessoas estão pouco informadas e temos de alterar este cenário. Mesmo no caso de quem está recomendado e pertence aos grupos de alto risco, logo, com acesso gratuito à vacina, as taxas de vacinação são extremamente baixas. Seja por falta de informação sobre os seus direitos, seja porque não houve prescrição por parte da equipa médica, o facto é que ainda há muitos grupos por imunizar”, explica Isabel Saraiva.

 

Direito à vacinação, sem custos!

Grupos de alto risco, como portadores de HIV, pessoas cuja imunidade está comprometida, pessoas com linfomas ou que tenham retirado o baço, estão entre aqueles que têm direito à vacinação sem quaisquer custos. À semelhança do que acontece com quem sofre de doenças respiratórias, a falta de informação e / ou de aconselhamento médico, são a principal causa das reduzidas taxas de vacinação.

Com o alargamento da vacinação a estes grupos pretende-se uma redução da incidência da doença e, consequentemente, a diminuição das taxas de morbilidade e mortalidade por DIP. Assim, previnem-se em simultâneo complicações e sequelas da doença nos grupos mais vulneráveis, assim como o seu impacto social.

Um desafio global…

“As Doenças Respiratórias são um dos maiores desafios do século XXI, mas o seu impacto em termos de saúde e socioeconómicos está subavaliado. Em 2030, um terço da população europeia terá mais de 65 anos, o que significa, entre outros aspetos, que o peso da pneumonia se fará sentir cada vez mais. Sabendo nós que as pessoas com DPOC se incluem na faixa etária entre os 65 e os 79 anos, entendemos que um programa de vacinação eficaz deve ter em linha de conta as alterações demográficas e a gravidade da Doença Respiratória”, conclui a Presidente da Respira.

Na idade adulta a DIP manifesta-se, sobretudo, sob a forma de pneumonia. De 18 em 18 minutos, há um internamento por pneumonia e a cada 90 morre uma dessas pessoas. Para além da pneumonia, a vacinação antipneumocócica previne formas graves da infeção como a Meningite e a Septicémia, e outras menos graves como a Otite Média Aguda e a Sinusite.

 

SABIA QUE…

O pneumococo é a bactéria responsável por, aproximadamente, 1,6 milhões de mortes por ano em todo o mundo, sendo por isso uma das principais causas de morte que se podem prevenir através de vacinação. Em Portugal, custa uma média de 80 milhões de euros por ano, o que significa que, por dia, se gastam 218 mil euros apenas com tratamento e internamento. Custos indiretos, como o absentismo laboral, não estão contemplados nestes cálculos.

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AIRFREE: UM SHOW EM LAS VEGAS!

A frase celebrizou-se, inclusive através do cinema: “O que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas”. E o que será? Os nossos Purificadores de Ar, claro!

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3 dias em Las Vegas, com Modelos que “Respiram”…

No regresso da VDTA, onde fomos dar um ar da nossa graça – queremos dizer, do nosso conceito de bem-estar – partilhamos a nossa experiência nesta feira onde nos temos apresentado desde 2013, como importante estratégia para o contínuo crescimento no mercado americano.

A edição deste ano decorreu entre 12 e 14 de fevereiro, e nesses três dias apresentámos os nossos modelos Lotus, Iris, P, T e Fit, da linha doméstica da Airfree.

Tivemos contatos com distribuidores e redes de lojas dos Estados Unidos e foi tão grande o interesse que manifestaram nos nossos purificadores de ar, que novas encomendas devem surgir já nos próximos dias, garantindo maior distribuição de produtos pelo país.

 

Ouvir o cliente…

A VDTA – Las Vegas Convention, é um evento que reúne, principalmente, os maiores revendedores da área dos aspiradores de pó. Mas, de forma mais abrangente, são também apresentados outros produtos que contribuam para o bem-estar de uma casa que se deseja saudável.

É assim que os modelos Airfree são aqui tão bem-recebidos, que desde há 5 anos esta feira integra a nossa agenda, também como parte da estratégia de ampliar a distribuição em lojas físicas nos EUA, onde somos igualmente fortes nas vendas online e por Catálogo.

Os nossos encontros na VDTA são feitos, na sua maioria, com lojistas que estão em contato direto com o público, e por isso ouvimos deles as experiências dos clientes quanto aos nossos produtos… Dados valiosos para que registemos os benefícios que eles relatam, e também para recolher informações que permitam aperfeiçoar, sempre mais, as futuras linhas.
Stands com boa energia

Em Las Vegas / 2017 o nosso stand, como sempre, chamou a atenção dos visitantes da feira, mas os produtos não ficaram atrás, não só pelo design como pelo seu diferencial que alia tecnologia de topo e ao mesmo tempo de simples funcionamento, ao serviço do bem-estar das famílias, em casa e noutros ambientes internos. Isto numa altura em que a poluição e as alergias preocupam cada vez mais cidadãos e governantes.

Recordamos que foi nesta feira que nos distinguiram, em 2015, com o prémio de “Melhor Stand”, pela harmonia e design do espaço…

De facto, é para nós fundamental um ambiente agradável, que atraia visitantes a conhecer o funcionamento dos nossos aparelhos.

Com inovação e design apresentamos tecnologia de topo, para a maior eficácia na prevenção e alívio das alergias respiratórias. E é a nossa constante pesquisa e inovação nesta área que tem garantido a confiança do grande públido e parceiros de negócios.

 

***

 

A Airfree é uma marca portuguesa, mas também de expressão mundial.

E em qualquer país para onde os nossos purificadores de ar se dirijam, trabalhamos para que eles sejam sempre apelativos a uma boa energia: a de respirar bem!

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