Conheça a Importância de uma Alimentação Saudável na Escola

Conheça a Importância de uma Alimentação Saudável na Escola

A preocupação com a saúde faz parte da educação, não só em casa mas também na escola. Desta forma, a alimentação saudável na escola é uma das formas de promover a qualidade de vida no dia-a-dia de crianças e jovens

Sabe o que o seu filho aprende na escola sobre os alimentos que come? A princípio a pergunta não parece tão relevante. Afinal, os pais costumam criar as regras da alimentação das crianças. Mas não é só a família que tem um papel importante na alimentação das crianças e jovens. É importante ter atenção à alimentação saudável na escola.

A escola tem um papel fundamental na consciencialização e incentivo da alimentação saudável, das crianças e jovens. Este é um conceito que se transformou numa prioridade para Direção-Geral da Saúde (DGS), através de diversos programas focados na saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças.

A ideia de abordar a alimentação saudável na escola não é apenas um benefício individual. Crianças mais saudáveis aprendem de forma mais eficaz e a educação tem um papel primordial na prosperidade económica, assim como na manutenção da saúde ao longo da vida. Contudo, índices atuais de obesidade em Portugal demonstram que é preciso continuar a fazer mudanças na relação entre crianças e alimentação.

Segundo o Serviço Nacional de Saúde (SNS), 29,6% das crianças entre os 6 e os 9 anos têm excesso de peso, incluindo obesidade. Em relação aos adolescentes com 11, 13 e 15 anos, a prevalência de excesso de peso estimada para o ano de 2018 foi de 18,9%.

Os dados do último Inquérito Alimentar Nacional mostram que é no grupo das crianças e dos adolescentes que se verificam hábitos alimentares mais desequilibrados. Apresentando um baixo consumo de frutas e vegetais e um alto consumo de refrigerantes.

A importância das refeições nas escolas

Cerca de 25% da ingestão energética das crianças e jovens vem das refeições a meio da manhã e da tarde. Todavia, estes costumam ser os momentos do dia de maior consumo de alimentos com mais calorias. Tendo estes alimentos um baixo valor nutricional e elevado teor de sal, açúcar e gordura. Isto acontece devido a vários motivos. Entre eles estão a grande disponibilidade destes produtos perto das escolas, assim como o facto de a forte publicidade destes alimentos ser dirigida às crianças.

Em abril de 2021, com o regresso às aulas presenciais, a DGS e a Direção-Geral da Educação (DGE) divulgaram um guia sobre lanches escolares saudáveis, descrevendo os alimentos que devem fazer parte das lancheiras. Aqui são classificados os alimentos a “privilegiar”, a consumir “de vez em quando” e “a evitar” – de acordo com suas características nutricionais. O manual contém também várias receitas simples e saudáveis, que propõem uma dieta variada, elaborada com mais de 90% dos alimentos do grupo “a privilegiar”.

Programas de estímulo à alimentação adequada

Além deste guia, existem diversos programas nacionais direcionados para a educação alimentar e consciencialização da população em geral, relativamente às boas práticas de alimentação.

É o caso do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), um programa dedicado a melhorar o estado nutricional da população. Este programa incentiva a disponibilidade física e económica de alimentos saudáveis. Desta forma criam-se condições para que as pessoas os valorizem, apreciem e consumam alimentos saudáveis, integrando-os na sua rotina diária.

Ou seja, para atingir este objetivo o governo tem investido na divulgação de informações. O próprio site do programa disponibiliza uma biblioteca com diversas publicações sobre o tema. Além disso, o blogue Nutrimento traz temas da atualidade, relacionados com a alimentação, divulgação das boas práticas de intervenção e de pesquisas na área.

Outro programa similar é o Alimentação Saudável e Sustentável. Lançado pelo Programa Eco-Escolas e a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), em parceria com a Agrobio. O programa é constituído por um conjunto de desafios que pretendem motivar as crianças, jovens, professores e famílias, estimulando o conhecimento sobre questões relacionadas com a alimentação saudável, assim como a alimentação sustentável.

Entre alguns dos objetivos da iniciativa estão:

  • (In)formar crianças e jovens e, através deles, a população em geral acerca da importância de uma alimentação equilibrada, saudável e sustentável;
  • Contribuir para a educação e para a saúde, particularmente nos aspetos do combate à obesidade infantil/ juvenil;
  • Promover uma alimentação com base nos modelos de sustentabilidade ambiental, tendo em conta a origem dos produtos, modo de produção e sazonalidade;
  • Incentivar o aparecimento de alternativas alimentares mais saudáveis, simples e facilmente aplicáveis;
  • Valorizar a abordagem centrada na inclusão e participação ativa dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social, assim como para a educação alimentar e conhecimento prático da confeção de alimentos.

Como incentivar a alimentação saudável?

Além de apoiar as atividades escolares e participar nos programas acima, uma das melhores formas de estimular as crianças e adolescentes a comerem bem e de forma saudável é envolvendo-os na preparação dos alimentos. Inclua as crianças e adolescentes nas atividades culinárias, como a compra e confeção das refeições e convide-os a participar na elaboração dos lanches. Assim, é possível chegar a outro ponto crucial: adquirir competências culinárias básicas.

Este tipo de experiência pode facilitar a adoção de uma alimentação saudável. Por exemplo, na preparação de um alimento de que a criança/ jovem não gosta incentivá-la a experimentar com novos sabores. Outra dica é incluir vegetais e fruta de forma divertida e fácil de consumir, como palitos de cenoura ou tomate e maçã cortados de forma diferente.

Assim, desta maneira torna-se mais provável a criação de um hábito saudável de alimentação. Crianças, jovens e também adultos poderão aprender e criar naturalmente uma rotina alimentar saudável e fazer melhores escolhas alimentares, em casa e também na escola.

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