Como lidar com a alergia a pelo de animais dentro de casa?

Como lidar com a alergia a pelo de animais dentro de casa?

De modo geral, o organismo humano sofre com as diferentes variações no ambiente como temperatura, humidade, partículas em suspensão, poluição, etc, e com isso pode haver espirros, coriza, obstrução nasal, tosse e falta de ar. Esses são os principais sintomas de alergias e que também parecem os do novo coronavírus (SARS-CoV-2), com uma importante distinção: diferente da Covid-19, alergia não provoca febre e não é contagiosa. Além disso, compreender a gravidade de cada sintoma ajuda a não os confundir com a pandemia que ainda assola o mundo.

Existem diversos agravantes que desencadeiam alergias, sendo que os alérgenos presentes nos animais de pelo uma delas. Acredita-se que as reações alergênicas a animais se manifestem como alergia a pelo, mas na realidade não é o que ocorre. Sim, pode parecer estranho, mas os pelos que gatos e cachorros soltam não são os responsáveis diretos pelas tosses e espirros de crianças e adultos.

Na verdade, o que ocorre não é uma alergia a pelos

O que ocorre não é uma alergia a pelos e sim aos alérgenos produzidos por glândulas salivares, sebáceas e anais dos animais.

As proteínas da saliva e urina ligadas aos pelos, assim como o epitélio descamado, são os alérgenos mais importantes. Eles são transferidos ao pelo e pele dos animais quando eles se lambem, por exemplo. Além de permanecerem no próprio animal, eles também ficam suspensos no ar por longos períodos, pois são muito pequenos.

Dessa forma, acabam sendo carregados nas roupas para escolas, escritórios, automóveis e até locais onde o animal nunca esteve. Dentro de casa, a descamação dos bichos e os alérgenos presentes nos pelos podem ser disseminados no ar e depositar-se em móveis, travesseiros e roupas.

Animais de estimação

Estudos estimam que 25% a 65% das crianças com asma são sensíveis a gatos e cachorros. Na maioria das residências eles são os bichos de estimação mais comuns, contudo, outros animais como o furão doméstico, coelho, hamster e porquinho da índia também podem causar alergia. No caso de gatos, por exemplo, há registos de que mesmo em ambientes cujos animais foram removidos há muitos meses e até em ambientes onde nunca estiveram, foram registradas altas concentrações de alérgenos desses animais.

As manifestações alérgicas mais comuns são:

  • comichão
  • espirros
  • coriza
  • Entupimento nasal

Para os asmáticos, passam a ser crises de tosse, chiado no peito e cansaço. Ao pegar animais no colo ou acariciá-los e colocar as mãos no rosto, pode ocorrer ainda reação nos olhos, deixando-os inchados, irritados ou vermelhos. Às vezes uma simples lambida do bicho é capaz de provocar reações alérgicas.

A principal ação a ser tomada para lidar com a alergia a pelo – que, como explicamos, ocorre em decorrência de alérgenos produzidos pelos animais – é não deixar o animal sempre dentro da residência. Se não for possível que ele fique em espaço externo, como quintais, no caso de quem vive em apartamento, por exemplo, o aconselhamento é delimitar espaços de circulação, não permitindo que eles acessem mesas, camas e sofás – locais em que você e sua família costumam permanecer por mais tempo.

Outras medidas importantes

Dar banho regular é outra medida importante, que ajuda a reduzir a quantidade de alérgenos desprendidos pelos bichos. Apostar em um purificador de ar é ainda uma saída que pode trazer mais conforto por meio da qualidade do ar.

E, claro, não esqueça de manter a casa limpa. Ambientes com grande concentração de ácaros, fungos e bactérias são nocivos à saúde e podem ampliar a possibilidade de alergia para aqueles que já contam com animais de estimação. Isso ocorre, pois, como já dissemos, não temos alergia a pelo em sim, mas sim aos alérgenos agregados aos pelos, sendo estes produzidos pelo próprio animal ou presentes no ambiente, como fungos, bactérias e ácaros.

Se o seu filho tem problemas respiratórios e você ainda não sabe em decorrência de que, consulte um médico e faça testes para confirmar se os sintomas são consequências dos animais ou de outros fatores ambientais.

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