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Pneumonia, mais do que tratar é preciso prevenir.
como prevenir a pneumonia

Pneumonia, mais do que tratar é preciso prevenir.

Pneumonia é uma doença responsável por cerca de 1.6 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Em Portugal, mata todos os dias, 23 pessoas. E é uma morte que se pode prevenir através de vacinação.

Assinalou-se recentemente o Dia Mundial da Pneumonia e o lançamento da Campanha “Movimento pela Prevenção da Pneumonia”, que tem por principal objetivo sensibilizar a população para os problemas relacionados com a doença.

Organizada pelo MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação, o apelo à prevenção, sobretudo da pneumonia é sempre a grande mensagem da Campanha.

De elevada prevalência e com grande impacto social, a Pneumonia tem como consequência mais grave, a morte.

Grupos de Risco Mais vulneráveis à Pneumonia estão principalmente as crianças ou adultos que apresentem doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, doença respiratória crónica, doença cardíaca, doença hepática crónica, portadores de VIH e doentes renais. Por fazerem parte dos grupos de risco, têm indicação da DGS para se vacinarem.

Indivíduos a partir dos 65 anos, cujo sistema imunitário começa a ficar, naturalmente, mais fragilizado e suscetível a doenças infeciosas, também têm indicação médica para o fazer.

Apesar disso, as taxas de vacinação antipneumocócica são muito baixas – 9 em cada 10 adultos com mais de 50 anos revelou recentemente não estar vacinado contra a Pneumonia. Isto apesar de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) definiu que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica.

Vacinação contra Pneumonia trava internamentos

A efetividade da vacinação contra a Pneumonia bacteriana pelo pneumococo ficou provada num estudo recente, onde se registou uma redução de 73% dos internamentos de adultos com mais de 65 anos, imunizados com a vacina antipneumocócica.

“A vacinação deve ser, sobretudo, uma preocupação ao longo da vida, em particular depois dos 65 anos, e em casos de maior fragilidade, como acontece com os doentes crónicos. ”Estudos como este reforçam o nosso apelo” explica Isabel Saraiva, fundadora do MOVA. “A redução das taxas de internamento diminuirá o número de mortes associadas à Pneumonia”, acrescenta. ”E também os custos ligados ao internamento – cerca de 218 mil euros diários – tenderão a diminuir significativamente.”

O risco  de contrair Pneumonia aumenta exponencialmente em outono / inverno.

Apesar de se registarem casos de Pneumonia ao longo de todo o ano, o maior número de ocorrências dá-se principalmente no outono / inverno. A interação entre o vírus da Gripe e o pneumococo aumenta o risco de Pneumonia Pneumocócica em quase 100 vezes.

“Só por si, a Gripe intensifica o risco de Pneumonia”, explica José Alves, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão. ”Portanto, a prevenção continua a ser a melhor solução para travar esta doença”.

Atenção aos possíveis sintomas!

Quanto aos sintomas da Gripe, o facto de poderem ser semelhantes aos da Pneumonia faz com que a maioria da população tenha dificuldade em distingui-los e, assim, atrasar a procura de ajuda médica.
Tosse com expetoração, febre, calafrios, falta de ar, dor no peito quando se inspira fundo, vómitos, perda de apetite e dores no corpo são sintomas possíveis da Pneumonia, que podem surgir, assim, como complicações de uma Gripe.

Devemos estar particularmente atentos a quadros de Gripe que não apresentem melhorias, ou que vão piorando de forma continuada.

”O conhecimento dos sintomas, o recurso atempado aos cuidados médicos e sobretudo a sua prevenção, com a vacinação contra a gripe e a vacinação anti-pneumocócica poderão fazer toda a diferença”, afirma Rui Costa, coordenador do GRESP – Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da APMGF (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar).

Prevenir a doença, para não fazer parte da estatística

Em Portugal, os custos em tratamentos e internamentos rondam os 80 milhões de euros / ano, o que significa que por dia se gastam até 218 mil euros. Custos indiretos, como o absentismo laboral, contudo, não estão contemplados nestes cálculos. Por isso, mais do que tratar uma Pneumonia importa evitá-la, sobretudo, através da vacinação, que aliás pode ser feita em qualquer altura do ano e não apenas no outono, sendo que no caso dos adultos basta uma única dose.
MOVA – Movimento de Doentes pela Vacinação
www.mova.pt

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