Bronquite infantil: Como identificar e tratar.
como identificar e tratar a bronquite infantil

Bronquite infantil: Como identificar e tratar.

A bronquite e bronquiolite afetam, em Portugal, de 30 a 60% das crianças até aos 3 anos. Conheça as causas e os principais sintomas.

A bronquite costuma ser associada a pessoas mais velhas, que desenvolvem inflamações pulmonares crónicas e sofrem com tosse constante, chiado no peito e produção exagerada de muco. Geralmente são fumadores, mas também indivíduos expostos à queima de carvão, que utilizam fogão a lenha, ou pessoas que vivem em cidades com alto índice de poluição. Esta doença tem duração prolongada e pode permanecer por meses consecutivos, sem possibilidade de cura.

Em Portugal, trata-se de uma condição muito frequente, cuja prevalência aumenta conforme a idade, sendo de aproximadamente 12,5% nos homens e de 10,2% nas mulheres entre os 75 e os 84 anos.

Mas a par da versão crónica, existe também outra forma de inflamação dos brônquios: a bronquite aguda. Neste caso, a doença está relacionada com uma infecção pontual, que pode acontecer com pessoas de todas as idades, inclusive crianças pequenas.

Bronquite infantil

As infecções virais são as causas mais comuns de bronquite em crianças. Quando elas estão com gripe, constipadas ou com a garganta inflamada, o vírus causador desses problemas pode espalhar-se pelos brônquios. Como resultado, as vias respiratórias ficam inflamadas e parcialmente bloqueadas pelo acumular de muco. Crianças até aos quatro anos são as mais vulneráveis do ponto de vista imunológico.

Ainda que em menores proporções, a bronquite infantil também pode acontecer na sequência de infecções bacterianas, alergias e exposição ao fumo do tabaco, pó e poluição, além de variações bruscas da temperatura e humidade do ar.

O que é bronquiolite?

A bronquiolite surge quando a inflamação chega às pequenas vias respiratórias de ligação com os pulmões, chamadas de bronquíolos. Nessa altura, a passagem do ar fica mais difícil, deixando as crianças cansadas para respirar. 

Em Portugal, a doença afeta de 30 a 60% das crianças saudáveis, até ao terceiro aniversário. Destas, 50% evoluem para sibilância (falta de ar) recorrente, com consequências pessoais, familiares e sociais relevantes.

Em geral, bebés até ao primeiro ano de vida têm maior possibilidade de desenvolver bronquiolite, do que bronquite. E nos menores de 6 meses a doença pode ser bastante perigosa e precisa desde logo de tratamento e acompanhamento adequados. 

Causada, na maioria das vezes, por vírus, a bronquiolite não tem tratamento específico, o que explica que muitas crianças fiquem internadas para garantir a boa oxigenação do organismo. Sete a dez dias de acompanhamento costumam ser suficientes para encerrar o quadro hospitalar.

Bronquite infantil x asma

Como variações da bronquite crónica e bronquite aguda, algumas pessoas ainda falam em “bronquite alérgica” ou “bronquite asmática”, mas tais terminologias estão equivocadas. O termo correto para essa condição é simplesmente a velha conhecida asma. 

Doença crónica mais comum na infância, a asma ainda é responsável por muitos desconfortos, internações e prejuízos à vida social dos jovens. Quem tem asma possui os brônquios mais sensíveis, que se irritam com facilidade em contato com cheiros fortes, cigarro, poeira, alérgenos ambientais (como os provenientes de fungos, ácaros e grãos de pólen), mudanças bruscas de clima e infecções virais (gripes, resfriados). Quando isso ocorre os brônquios acabam se estreitando e ocasionando em tosses, chiado no peito e dificuldade para respirar. 

Diferente da bronquite infantil, a asma não tem cura, apenas controle com tratamentos preventivos, que ajudam a diminuir a inflamação dos brônquios e, assim, deixá-los mais “resistentes”. Além disso, a bronquite aguda tem curta duração, enquanto as crises de asma podem acompanhar as crianças até a vida adulta. 

Sintomas e cuidados paliativos

No início do quadro de bronquite as crianças podem ter os mesmos sintomas de uma gripe, como dor de garganta, cansaço, nariz a pingar, calafrios e febre, considerada “baixa”, até aos 38 graus. Entretanto, a tosse irá surgindo, mais seca no início e depois com secreções amareladas e esverdeadas. 

O especialista poderá prescrever o uso de corticóides ou antibióticos para combater uma eventual infecção secundária. Contudo, como na maioria dos casos a bronquite infantil é provocada por um vírus, a orientação médica é para aguardar e manter o organismo da criança saudável, para agilizar a recuperação. 

Por isso é importante apostar na hidratação para amenizar a sensação de nariz congestionado, e limpar as vias nasais com uma solução nasal salinizada. Pode também realizar-se inalação com soro fisiológico para ajudar a fluidificar a secreção, de forma a que seja expelida pela tosse da criança. Esta deve repousar, de preferência em ambientes limpos, longe do fumo do tabaco e de outros elementos poluentes.

Uma “dica” importante é ter em casa um purificador de ar, que filtra o ar do ambiente por meio da remoção de agentes nocivos à saúde respiratória, como microrganismos (bactérias, vírus, ácaros), pó, mofos, pólenes, pelos de animais, maus odores e fumo do tabaco. Em casas com pessoas alérgicas ou crianças pequenas, o aparelho torna-se um grande aliado na qualidade de vida, e no bem-estar de respirar um ar mais limpo.

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