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Atenção aos brinquedos que se ofereçem

No mês do ano em que mais brinquedos se oferecem, a DECO faz um alerta ao consumidor. E pergunta: “sabe se o brinquedo que vai comprar é seguro”?
E sabemos? O melhor é estar atento, porque de 40 brinquedos testados, 18 foram considerados “perigosos”!

O Natal, para os mais novos, é também sinónimo de brinquedos. E quem oferece, espera que o brinquedo permita dar asas à imaginação infantil e seja uma companhia segura em momentos de diversão.
O que ninguém espera ou deseja é que se ponham em causa a saúde e a segurança da criança, o que infelizmente é o caso de 18 dos 40 brinquedos testados pela DECO – Associação de Defesa do Consumidor.

Perigos à espreita…Há 22 anos que a DECO avalia brinquedos e sempre encontrou produtos perigosos. A lei ficou mais abrangente em alguns aspetos, mas há retrocessos graves. Por exemplo, indicar a idade recomendada passou a ser facultativo, o que coloca em risco a segurança dos mais pequenos.
Por estarem à venda na Europa os brinquedos têm de ostentar a marcação CE, que atesta que o produto cumpre as normas de segurança europeias.
Contudo existem lacunas nestas normas, como se verificou no caso de 18 produtos “chumbados” nos testes da Associação de Defesa do Consumidor, por representarem um real perigo para as crianças.

Problemas mais comuns
Destes 18 brinquedos, 8 não cumprem a legislação nacional, o que levou esta associação a pedir à ASAE que os retirasse das lojas. Os outros 10 apresentam falhas que não estão previstas na legislação nacional, mas que a associação considera perigosas, e como tal irá propor alterações à Lei nesse sentido.
A maioria dos 18 produtos identificados contém pequenas peças que se soltam ou que são arrancadas com facilidade pelos dedos das crianças – como orelhas, pequenos ganchos, cabeças de bonecos, rodas e pilhas, entre outros -, e que por isso poderão ser engolidos, com risco de asfixia…
Outros foram identificados pela facilidade com que é lhes possível arrancar pêlos; por um formato ou dimensão que possam magoar uma criança que caia em cima deles; ou ainda por serem facilmente inflamáveis.

PILHAS, NÃO!
Se as crianças tiverem brinquedos que funcionam a pilhas, deverá ser reforçada a vigilância na hora de brincar ou, se possível, retirar pouco a pouco esses objetos das suas atividadesdiárias. As pequenas pilhas em forma de “botão” ou “tipo relógio” são muito perigosas por serem facilmente engolidas. Ao passarem pelo esófago da criança podem provocar queimaduras graves.

10 CONSELHOS PARA BEM ESCOLHER:

– Escolha brinquedos adequados à idade e desenvolvimento da criança a que se destinam;
– Leia os avisos de segurança e as instruções de utilização. Se não existirem ou não estiverem em português, opte por outro brinquedo;
– Passe a mão pelas arestas, pontas e bordos e certifique-se de que não existe o risco de magoarem a criança;
– Verifique se o brinquedo tem peças pequenas que possam ser arrancadas com facilidade (por exemplo rodas, olhos ou pelos). Em caso afirmativo, opte por outro produto;
– Certifique-se de que as pilhas estão num compartimento fechado com parafuso e que só se abre com ferramentas;
– Máximo cuidado para brinquedos com fios compridos. Estes não devem exceder os 20 cm, para que a criança não consiga enrolá-los à volta do pescoço;
– Brinquedos com pés dobráveis, como quadros escolares ou tábuas de engomar devem ter um sistema nas pernas de suporte que os impeça de fechar completamente, para evitar entalar dedos;
– Retire o brinquedo da embalagem, sobretudo se esta for de plástico, antes de o oferecer à criança. Guarde a identificação e morada do fabricante ou importador para contato em eventual acidente;
– Evite que as crianças mais novas utilizem os brinquedos das mais velhas, quando possam constituir um risco;
– Faça uma revisão periódica aos brinquedos e deite fora os que estiverem danificados.

É BOM SABER QUE…
Em casa, os adultos poderão facilmente medir o tamanho ideal dos brinquedos das suas crianças, colocando algumas peças mais pequenas no interior de um rolo de papel higiénico. Se passarem pelo pequeno tubo interno do rolo é porque o brinquedo é demasiado pequeno e não deverá voltar a ser dado aos mais novos.
Já noutra área de segurança, também extensiva à família, a APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil), alerta para a asfixia com lâmpadas de Natal e possíveis incêndios de lâmpadas sobreaquecidas, bem como a queda de árvores decorativas sobre menores.

NÚMEROS…
Em Portugal ainda não é claro, em termos estatísticos, o número de crianças que morrem anualmente devido a brinquedos que não correspondem às normas de segurança. Mas segundo a APSI, as mortes por traumatismos, lesões e ferimentos acidentais representam 40% por cento do total, na faixa etária entre um e 14 anos de idade.

Agradecimento: DECO Proteste

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