Sim! Queremos “conservar” o mar

Sim! Queremos “conservar” o mar

Os plásticos nossos de cada dia poderão anunciar o fim da vitalidade do mar e dos prazeres que ele nos proporciona? Significar um perigo para a nossa alimentação? O Dia Mundial da Conservação da Natureza assinala-se neste sábado, 28. Repensar o plástico e a poluição marinha, é urgente!

Não bastava o aquecimento global e as alterações climáticas, de grande impacto na vida dos Oceanos. Há também as imensas ilhas de lixo plástico que flutuam, designadamente no Pacífico, e de que todos temos conhecimento.
Mas que eles cheguem até nós, como alarmantes marés, como agora na Praia de Montesinos na Costa Dominicana, mostra as proporções a que pode chegar um problema que a todos diz respeito e que a todos virá a afetar, em maior ou menor grau, nas próximas décadas.

“Tragam de casa o vosso próprio saco de compras”…
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, tem dedicado grande empenho a este tema, com alertas e iniciativas que visam mobilizar a opinião pública, e até já desafiou os Portugueses a tentarem viver 40 dias sem plástico. E voltou a fazer-nos este pedido: “tragam de casa o vosso próprio saco de compras”.

No Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, que se assinalou este mês, promoveu uma Campanha em parceria com as organizações não-governamentais EEB – European Environmental Bureau e a MAVA – Fondation por la Nature, para desafiar os Portugueses com o slogan – “Portugal Sem Plásticos, estás interessado?”.

Segundo esta Associação, a sensibilidade dos portugueses para estas temáticas tem aumentado, começa a existir uma maior envolvência, participação e procura por alternativas aos plásticos. E estima que 96% da população portuguesa está familiarizada com o problema da poluição por plástico, mas que 65% não sabe identificar quando os plásticos são recicláveis.

Utilização de segundos, e depois… longa vida!

A utilização de materiais em plástico descartável e de curta utilização tem aumentado a um ritmo alucinante nas últimas décadas. A sociedade tem substituído os seus hábitos de consumo pela aquisição de cada vez maior número de produtos embalados ou materiais em plástico cuja utilização dura segundos de vida (exemplo as palhinhas ou os cotonetes), que podem permanecer dezenas ou mesmo centenas de anos no Ambiente e aos quais nem sempre é dado um destino de reciclagem.
Esta atitude tem transformado o plástico num dos maiores problemas que o Planeta tem que resolver no século XXI – a poluição marinha pro plástico. Se caminharmos na mesma direção, estima-se que em 2050 haja mais plástico nos Oceanos que peixes, e o Homem não vai ficar imune a este desastre, acabará por absorver toda esta poluição através da sua alimentação.

Redução em 80% do uso de sacos plásticos até 2019… Uma meta a atingir.

Quando, em 2015, se introduziu uma taxa de 0,10€ por cada saco de asas em plástico, isso provocou uma forte mudança dos hábitos dos portugueses, que começaram a levar os seus sacos de casa e a reutilizá-los. Consequentemente verificou-se uma redução em cerca de 50% da compra de sacos de plástico nos supermercados.
E Portugal posiciona-se por forma a responder às exigências europeias de reduzir o uso de sacos de plástico leves em 80%, até 2019.

“No nosso país a sensibilidade das pessoas sobre o impacto das escolhas individuais no meio ambiente está a aumentar”, salienta Carmen Lima, coordenadora de resíduos da Quercus, acrescentando:
“Nos últimos dois anos, o uso de sacos de plástico leves (com espessura <5mm) tem diminuído substancialmente com a aplicação da Legislação Europeia, aplicando-se uma taxa adicional sobre a sua utilização, mas ainda há muito a fazer, quer ao nível da educação ambiental, quer ao nível da reciclagem deste tipo de materiais”, conclui.

SUGESTÕES PARA O DIA A DIA…

Vamos, com gestos simples, dar também o nosso contributo?
A bióloga Christiane Degobbi sugere:

1) Para ir às compras prefira utilizar sacos reutilizáveis e, quando não for possível e precisar utilizar sacos de plástico, guarde-os para futuros transportes de produtos.
2) Evite a utilização sistemática de copos de plástico, e de outros utensílios deste material.
3) Evite beber por “palhinhas”. Caso frequente um estabelecimento que as utilize, procure opções como as de metal ou papelão. Ou beba diretamente do copo.
4) Se costuma trazer comida já feita para casa, leve consigo as próprias embalagens. Evita o consumo de mais plástico e como alguns estabelecimentos cobram um valor por elas, até poupará dinheiro.
5) Quando for ao mercado prefira comprar produtos armazenados numa únca embalagem grande, do que em pequenas embalagens individuais, o que irá reduzir consideravelmente a quantidade de plástico que entra na sua casa ao longo do ano.
6) Prefira comprar produtos de empresas de cosméticos que utilizem refis, de forma a poder reaproveitar a embalagem de um champô, creme ou perfume.
7) Transforme embalagens. Por exemplo, as de garrafas pet podem ser reaproveitadas como jardineiras, porta-lápis ou qualquer outra coisa que a sua imaginação ditar.
8) Reutilize embalagens plásticas, como as de sorvete, para armazenar alimentos ou outros itens de interesse na sua casa.
9) Ao descartar embalagens plásticas de alimentos, certifique-se de que elas estão limpas, pois isso irá facilitar a reciclagem. Ao lavar a sua loiça passe-as também por água.
10) Por último, lembre-se dos 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.
Mas o principal é sempre pensar na redução do uso do plástico, sendo a reciclagem a última alternativa, já que só pode ser utilizada em certos produtos, além de que prevê um gasto energético elevado, inclusive no consumo de água.

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