O aumento preocupante das alergias

As alergias aumentam à escala mundial, cada vez com maior intensidade, e há mesmo locais do Planeta onde é comum usar uma máscara em certas alturas do ano. Alguns cientistas dizem que a culpa é do “excesso de limpeza”. Será assim?

Em Portugal, e segundo a Direçao-Geral da Saúde, as doenças e perturbações do aparelho respiratório foram responsáveis por  14.939 mortes em 2012, à frente das neoplasias e das doenças do aparelho circulatório…

 

Segundo os especialistas, não se trata apenas da prevalência, mas também  da  gravidade dos casos. Rinites e asma, entre outras manifestações alérgicas (com variadas origens, tais como a hereditariedade, poluição, stress, etc.), têm vindo a aumentar de intensidade.

Organização Mundial de Alergia destaca o impacto global da doença.

A World Allergy Organization (WAO – Organização Mundial de Alergia) tem publicado relatórios sobre a extensão da alergia e doenças respiratórias crónicas em todo o Mundo, pedindo a  colaboração mundial para enfrentar a escalada atual dos casos de alergia.

Segundo dados desta Organização, a prevalência das doenças alérgicas aumentou substancialmente nos últimos anos, estimando-se que entre 2,1 e 2,8 bilhões de pessoas no mundo sofram de algum tipo de alergia.

“HIPÓTESE DA HIGIENE”

Ou: Por que é que as alergias estão a aumentar?

Ironicamente, a culpa parece ser da melhoria das práticas de higiene e qualidade de vida das populações.
Ou, de forma mais taxativa, do “excesso de limpeza”, nas palavras do Dr. Guy Delespesse, professor da Escola de Medicina da Universidade de Montreal, no Canadá.

O especialista acredita que a exposição cada vez menor das pessoas às bactérias é a responsável pela “preguiça” do nosso sistema imunológico, afirmando que existe uma relação inversa entre o nível de higiene e a incidência de alergias e doenças autoimunes.

E que, designadamente no caso das crianças, “quanto mais estável for o ambiente em que uma criança vive, mais elevado é o risco de ela desenvolver alergias ou problemas autoimunes ao longo da vida”.

Esta teoria, que já é conhecida no mundo científico como “hipótese da higiene”, é compartilhada por muitos outros especialistas que acreditam que a obsessão por limpeza na sociedade moderna estaria por trás de uma explosão em  casos de alergia em países desenvolvidos.
Ou seja, como já não nos expomos a um número suficiente de germes causadores de doenças, o nosso corpo torna-se mais sensível aos microrganismos, em geral.

No entanto, os estudiosos das doenças alérgicas dizem que apesar das  evidências de que a exposição a germes seja uma coisa positiva, são ainda necessários  mais estudos…

DE FACTO…

…Hipóteses segundo as quais “ a exposição a germes no início da infância fortalece o organismo contra alergias” terão de ser vistas com cuidado, até porque estudos realizados com bebés até 1 ano de idade têm demonstrado que, por exemplo, os episódios asmáticos estão diretamente relacionados com a exposição a alérgenos de ácaros nas habitações, sendo que quanto maior for essa exposição, maiores serão as probabilidades de se desenvolver a doença e de as crises se iniciarem mais cedo!

 

Assim, a prudência e a sensibilidade serão os melhores aliados das famílias nesta temática, sabendo-se que os ambientes internos podem ser até 100 vezes mais poluídos do que o exterior e que existe mesmo a necessidade de cuidados especiais – também a nível de limpeza – para quem for alérgico!

E um grande aliado nestes casos é um purificador do ar. A marca nacional Airfree tem vários tipos de aparelhos que ajudam na redução da contaminação microbiológica do ar, destruindo fungos e bactérias potencialmente perigosos para os alérgicos.


PELO MUNDO…

 Mais seguro, de máscara! 

Avenal, uma pequena cidade no Sudoeste dos Estados Unidos, tem anualmente casos gravíssimos de doenças respiratórias, como resultado de um clima seco, com poeira constante. Nesta zona da Califórnia são recorrentes as infeções, que podem evoluir para pnemonia, e matar…

A Coccidioidomicose, de seu nome científico, resulta da inalação de pequenos fungos, levantados do solo por ventos quentes. Também chamada “febre do vale”, a doença agrava-se no Verão.

E enquanto não existe ao dispor uma vacina, como respirar? Ou como não o fazer?

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