Asma, desafio para 1 milhão!

Asma, desafio para 1 milhão!

A 1 de maio assinala-se o Dia Mundial da Asma. 

É mais uma oportunidade de alertar para a necessidade do controlo da doença que afeta, no nosso país, cerca de 1 milhão de pessoas!

E daí a importância da Campanha “Vencer a Asma”.
O desafio continua…

Esta campanha é uma iniciativa de âmbito nacional, que tem o duplo objetivo de alertar para a importância do controlo da doença e de sensibilizar para a relevância de uma comunicação efetiva entre os profissionais de Saúde e os doentes asmáticos.

Sob o mote “VENCER A ASMA, antes que a Asma o vença a si!” a campanha pretende ouvir e compreender as limitações dos doentes asmáticos, melhorar a comunicação médico-doente em torno desta patologia e alertar também os doentes para não desvalorizarem os seus sintomas, de forma a que possam usufruir de um dia a dia sem limitações.

A campanha contempla um roadshow que já arrancou, passando por várias cidades do país, onde, através de uma unidade móvel localizada em praças centrais, especialistas facultam informações sobre a doença.

A campanha estará em Lisboa na segunda-feira, 30 de abril, e terça, 1 de maio, para realizar testes de espirometria, questionários e Testes de Controlo da Asma.

O projeto “Vencer a Asma” engloba ainda ações em farmácias, workshops para profissionais de Saúde e uma forte presença nas redes sociais. Também no site www.venceraasma.com pode saber-se mais sobre a doença, conhecer a iniciativa e os parceiros envolvidos.

Quanto “custa” ter Asma!

Segundo o estudo “Cost of asthma in Portuguese adults: A population-based, cost-of- illness study”, realizado por investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) no final do ano passado, os adultos com asma custam cerca de 547 milhões de euros por ano ao País, uma média de 761,58 euros por doente.

Assim, o trabalho publicado na Revista Portuguesa de Pneumologia, indica que o controlo da doença nesta opulação permitiria obter uma poupança superior a 154 milhões de euros por ano.

No que diz respeito aos menores de idade, os investigadores compararam os gastos de uma criança com asma controlada (747,63 euros por ano, em média) com a despesa média de uma criança com a doença não controlada (1.758,44 euros). O estudo “Cost of asthma in children: a nationwide, population-based, cost-ofillness study”, publicado na edição de novembro do Pediatriac Allergy Immunology, mostra que Portugal poderia poupar até 30 milhões de euros por ano, só com o controlo da asma nas crianças até aos 17 anos de idade.

Feitas as contas, a asma representa 3% da despesa total em saúde. Ainda assim, e apesar de elevados, admite-se que estes números estejam subestimados, sobretudo devido à falta de dados relativos aos custos indiretos, que incluem, por exemplo, os custos com transportes, o absentismo laboral e a perda de produtividade.

O Prof. Doutor João Fonseca, coordenador dos estudos, admite que “não há nenhum país que consiga ter toda a população com a asma controlada”, mas ainda assim defende que não seria difícil reduzir para metade o número de
pessoas nesta situação, porque “a asma é controlável a partir sobretudo da idade escolar”.

Controlar a Asma é ter maior qualidade de vida, sem sintomas, nem crises!

Segundo dados da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), cerca de metade dos portugueses asmáticos vivem sem a sua doença controlada, resultante de uma “perceção errada” que têm do controlo
da doença.

Em vésperas do Dia Mundial da Asma a presidente da SPAIC, Elisa Pedro, recorda em declarações à Agência Lusa, que em Portugal há pelo menos 700 mil doentes asmáticos, o que representa mais de seis por cento da população
nacional. Do total, 175 mil são crianças e adolescentes.

Os estudos e estimativas indicam que mais de 50% da população em idade pediátrica não tem a asma controlada, sendo que nos adultos a percentagem é de 43%. Segundo Elisa Pedro, ter a asma controlada significa ter uma vida sem limitações de atividade, podendo praticar exercício físico ou desporto, por exemplo.

A médica explica que o controlo da asma passa por não ter sintomas noturnos, não ter sintomas durante o dia, não ter crises e não necessitar de andar constantemente a recorrer ao inalador, além de manter uma função pulmonar
normal nos exames médicos…

“Nove em cada dez doentes que não têm a asma controlada tem uma perceção errada do estado de controlo da doença. Vão adaptando as suas vidas às suas limitações e creem que assim têm a doença controlada”, refere.

Mas a asma, como a maioria das doenças crónicas, necessita de um tratamento diário e há doentes que, ao sentirem-se bem, não fazem a medicação. Há também casos de doentes que não aderem à terapêutica porque os  medicamentos são caros, ou de doentes que fazem incorretamente a medicação inalada.

O regresso de “Vitinho” 

Para ajudar a mudar a realidade da asma por controlar, acaba de ser lançada uma campanha que recorre à personagem “Vitinho”, um ícone da infância nas décadas de 1970 e 1980, que lembrava às crianças a hora de ir dormir e a importância de uma noite descansada.

A Asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas.

Veja os números

  • 300 milhões de pessoas têm asma, em todo o mundo.
  • 180.000 mortes são causadas anualmente, pela doença.
  • 1 milhão é o número de asmáticos em Portugal.
  • 50% não tem a sua asma controlada e 88% considera estar bem.
  • Os adultos com asma custam, ao País, cerca de 547 milhões de euros por ano.
  • Portugal poderia poupar até 30 milhões de euros por ano, só com o controlo da asma nas crianças até aos 17 anos de idade.
  • No total, controlar a asma dos portugueses permitiria poupar, por ano, 184 milhões de euros!

 

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