Teste de alergia:Como é feito e pra que serve?

Teste de alergia:Como é feito e pra que serve?

Conheça a importância de realizar o teste de alergia e saiba como lidar com as alergias das crianças.

Quem é alérgico ou tem filhos que o são, sabe o quanto a alergia pode ser uma constante na vida da pessoa. Entre procurar identificar o alérgeno até descobrir a melhor forma de controle, podem decorrer anos e muitas horas de incómodo. Por isso é tão importante realizar testes de alergia, que possam apontar as causas alérgicas e o melhor tratamento para cada adulto ou criança.

Resposta exagerada do sistema imunitário…

Algumas substâncias, inofensivas para a grande maioria das pessoas, podem ser, para outras, um gatilho que desencadeia uma resposta exagerada do sistema imunitário, isto é, uma reação alérgica. A essa condição damos o nome de alergia, e à substância que a desencadeia dá-se o nome de alérgeno, podendo ser pólenes, fungos, alimentos, medicamentos, picadas de insetos, etc.

Exemplos comuns de tipos de alergia e de doenças alérgicas são a asma, a rinossinusite, a dermatite atópica e a alergia a picadas de insetos ou a alimentos, entre outras.

Atualmente, as doenças alérgicas têm apresentando maior incidência a nível mundial, com sinais de que tendem a afetar mais as crianças, apesar dos adultos não estarem isentos. De qualquer forma, é evidente que as alergias causam grande impacto económico e na qualidade de vida das pessoas que delas sofrem, bem como da sociedade, como um todo.

Nem sempre é simples descobrir as substâncias que causam alergia. Por isso pode ser necessário realizar testes de despistagem que se dividem, de forma geral, em três tipos.

Tipos de testes de alergia

Os principais são os testes cutâneos, de sangue e de provocação. A escolha de qual será o melhor a aplicar depende dos sintomas, exame físico, e do historial médico do paciente.

É importante que todos esses testes sejam feitos por especialistas na matéria, para que não existam erros de interpretação, nos testes e diagnósticos, bem como para evitar uma prescrição excessiva de medicamentos, entre outros problemas.

  • Teste cutâneo

É usado para investigar alérgenos inaláveis, alergias a comida, veneno, agentes ocupacionais (substâncias irritantes relacionadas com o tipo de trabalho, como pó, fumos, vapores, etc.) e medicamentos, entre outros.

A aplicação pode ser feita por meio de teste de picada na pele (superfície da pele), por teste intradérmico (abaixo da superfície da pele) ou, em casos específicos, por testes epicutâneos (geralmente nas costas).

O teste de picada é o mais comum, pois além de ser menos dispendioso testa vários alérgenos ao mesmo tempo e permite resultados mais rápidos. Ocasionalmente, sintomas de alergia como comichão e inchaço podem surgir no local do teste e, em casos raros, registarem-se reações mais fortes.

  • Teste de sangue específico

É usado para medir os anticorpos IgE (Imunoglobulina E) produzidos contra alérgenos específicos, sendo geralmente indicado quando o teste cutâneo não pode ser feito. Ele é capaz de ajudar a diagnosticar a alergia a pólenes, mofos, ácaros de poeira, alérgenos de animais, picadas de inseto, alimentos e alguns medicamentos.

No entanto, não costuma ser a opção mais comum, pois exige mais tempo para se obter o resultado, é mais caro e há a possibilidade de resultar num falso positivo.

  • Teste de provocação

Consiste basicamente em expor a pessoa a uma quantidade de alérgeno e verificar se há, ou não, uma reação alérgica. Essa quantidade é fornecida gradativamente até que a pessoa apresente sintomas, ou o profissional decida interromper o exame.

Destacam-se 3 tipos:

– Provocação oral, reportado às alergias alimentares – o alérgeno é oferecido em diferentes quantidades, após um período sem o consumir;

– Broncoprovocação – inalação de alguma substância broncoconstrictora;

– Provocação nasal – o alérgeno é aplicado na mucosa nasal.

Por serem mais arriscados, os testes de provocação devem ser feitos sob supervisão médica ou de profissionais de saúde especializados, e em locais adequados e preparados para uma eventual emergência.

Eliminando os alérgenos em casa…

Para deixar as alergias longe das crianças é fundamental mantê-las afastadas dos alérgenos. Isto inclui diversas medidas, desde restringir o acesso de animais a algumas dependências da casa, com destaque para os quartos de dormir (e mesmo de toda a área interna da casa, se possível), até fazer uso de purificadores de ar e de proteções anti-ácaros para colchões, travesseiros e almofadas.

Também é essencial promover uma boa ventilação no ambiente e controlar a temperatura e humidade – consertando infiltrações, aumentado a ventilação e recorrendo a desumidificadores.

Importante, igualmente, é a limpeza adequada das roupas e armários, bem como do ambiente em toda a casa – por exemplo, usando aspiradores de pó com filtros de alta eficiência.

Seguindo estas simples indicações poderá reduzir-se boa parte dos alérgenos de fungos, ácaros da poeira e de animais domésticos, entre outros.

… sem esquecer os cuidados a ter nas escolas!

No ambiente escolar, as causas de alergia são semelhantes às encontradas em casa, como ácaros, fungos, alimentos e medicamentos. É imprescindível que professores e diretores dos estabelecimentos de ensino tenham conhecimento das possíveis doenças dos alunos, saibam identificar uma reação alérgica e, se possível, possuam um plano de ação em caso desse tipo de crises.

Alguns cuidados que os pais devem ter:

  • Informar a escola sobre as alergias de que o estudante possa sofrer. Face a qualquer ocorrência, o aluno deve imediatamente ser submetido a atendimento médico.
  • Perguntar / verificar se o ambiente é limpo com frequência, assim como os filtros de ar-condicionado.
  • Dar preferência a escolas que utilizem quadros brancos com caneta hidrográfica, em vez do uso de lousa com giz, ou que pelo menos possam atender ao pedido de colocar a criança distante da lousa.
  • É importante manter os casos de asma e outras doenças alérgicas controlados e sob acompanhamento médico, para que as atividades físicas possam ser realizadas sem dificuldades.

Apesar de não ter cura, a alergia, quando controlada, pode ter um impacto reduzido na vida dos mais pequenos. É importante estar atento aos sintomas que as crianças apresentam e recorrer aos testes de alergia para ajudar ao diagnóstico, de forma a que um médico (alergologista) possa iniciar o tratamento adequado.

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