Saúde respiratória e vagas de calor

Saúde respiratória e vagas de calor

Esta semana a Airfree partilha os conselhos da Fundação Portuguesa do Pulmão para ajudar as faixas mais vulneráveis da população, e particularmente os doentes respiratórios crónicos, a prevenir problemas de saúde, sobretudo em tempo de calor extremo.

Fruto das alterações climáticas em curso, perspetiva-se que os fenómenos meteorológicos extremos sejam cada vez mais frequentes, com destaque para as ondas de calor, pelas suas repercussões sobre a saúde das populações: provocam aumento do número de episódios de doença, de urgência hospitalar e excesso de mortalidade.

Mas se este fenómeno atinge toda a população, definem-se com precisão grupos de pessoas mais vulneráveis, nos quais as respetivas consequências são mais gravosas, como por exemplo as crianças, idosos, obesos, pessoas com doenças crónicas (diabetes, alcoolismo, doenças renais, hepáticas e cardiovasculares) e, em particular, os doentes respiratórios crónicos.

 

10 “DICAS” PARA SUPORTAR VAGAS DE CALOR:

1 – Aumentar a ingestão de líquidos (evitar bebidas alcoólicas, açucaradas e gaseificadas). Não esquecer que as crianças muito pequenas e os idosos podem não sentir sede, pelo que devem ser estimulados e ajudados na ingestão de líquidos.

2 – Fazer refeições leves e frequentes. Evitar comidas pesadas ou muito condimentadas.

3 – Procurar estar em ambientes com ar condicionado. Se na sua residência tal não for possível, procure-os em cinemas, museus, centros comerciais, grandes superfícies, etc.

4 – Evitar a exposição solar, sobretudo entre as 11 e as 17 horas. Se tiver que se expor ao sol faça-o com a adequada proteção: chapéu de aba larga, óculos escuros com proteção para a radiação UVA e UVB, protetor solar (fator de proteção superior a 30) e roupa leve, larga, de cores claras, de algodão, que cubra a maior parte do corpo.

5 – Evitar a praia nas horas mais quentes. Os idosos e as crianças até aos três anos não devem ir à praia nos dias de intenso calor, ou então, apenas no início da manhã e ao fim da tarde. As crianças mais pequenas devem evitar a exposição solar direta.

6 – Arrefecer a pele com banhos de água tépida.

7 – Evitar atividades ao ar livre que exijam muito esforço físico, nomeadamente algumas profissões, como as da construção civil ou a jardinagem, e alguns desportos, como o atletismo ou o ciclismo, sobretudo nos períodos de maior calor.

8 – Ter um particular cuidado com as viaturas expostas ao sol. Nunca deixar crianças, idosos, ou pessoas fragilizadas no interior de veículos expostos ao sol, onde a temperatura pode atingir valores superiores a 65⁰C. Se a viatura não tiver ar condicionado deve viajar com as janelas parcialmente abertas.

9 – Proteger a habitação; evitar a entrada do calor fechando persianas e portadas e ventilá-la a partir do entardecer quando a temperatura do exterior for inferior à do interior. Os idosos, pessoas acamadas e as crianças devem ter muito pouca roupa na cama.

10 – Lembre-se dos outros. Informe-se sobre o estado de saúde de pessoas isoladas, dependentes, idosas ou frágeis do ponto de vista mental ou social que vivam perto de si; ajude-as a superar os dias de grande calor.

 

PRAIA SIM, MAS ATENÇÃO À TEMPERATURA DO AR!

Na maioria dos doentes com Rinite ou Asma existe um componente alérgico e, por isso, a permanência na praia é benéfica por existirem menos alérgenos no ar. O bater das ondas na areia e rochas produz um aerossol que fluidifica as secreções nasais e facilita a respiração. Mas o ideal é que o clima seja temperado, pois o ar muito quente e seco contraria este efeito benéfico.

 

CONTACTOS DA FPP

http://www.fundacaoportuguesadopulmao.org

geral@fundacaoportuguesadopulmao.org

 

Delegação do Porto – Prof. José Alves – 934 201 412

Delegação de Coimbra – Dr. Paulo Lopes – 962 743 020

Delegação de Lisboa – Dr. Jaime Pina – 965 001 236

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