Tipos de máscaras: Qual a mais adequada a cada pessoa
qual a máscara mais adequada a cada pessoa

Tipos de máscaras: Qual a mais adequada a cada pessoa

Todos nós, mas especialmente as pessoas com problemas de alergia e
doenças respiratórias, devemos ter cuidado para fazer a escolha certa,
entre os diferentes tipos de máscaras disponíveis…

Há um grande debate sobre os efeitos da pandemia de Covid-19 no
mundo, e de como a vida após esta crise não será a mesma…
Muitos acreditam que alguns hábitos mudarão para sempre e que
passaremos a viver um “novo normal”. E se um novo comportamento
ganhar força em Portugal, ainda é cedo para dizer, mas já podemos
identificar transformações na nossa rotina.

O acessório da nova realidade

Por exemplo, da mesma forma que sair de casa já estava associado ao uso
do protetor solar, agora existe um acessório a mais: as máscaras.
Em Portugal, a Presidência do Conselho de Ministros exige que a
população utilize máscaras em locais fechados, como transportes
públicos, serviços e edifícios de atendimento ao público, estabelecimentos comerciais e de ensino, sendo dispensado
o seu uso quando for impraticável (Decreto-lei n.º 22/2020 de 16/05/2020).

A utilização deste acessório de proteção é sobretudo benéfica para a
comunidade, pois previne que alguém infectado, mesmo sem sintomas de
Covid-19, seja um veículo de transmissão do novo coronavírus.
É comum, portanto, que muitas pessoas usem máscaras desde o
momento em que saem de casa, até regressar. Mas com tantas opções do
produto, ainda há muitas dúvidas sobre que tipo de máscara será mais
adequado a cada situação.

Tipos de máscaras

De forma genérica, existem três tipos de máscaras:

  • Máscara respiratória: protege o profissional de saúde de potenciais
    riscos para a sua saúde e segurança.

Consideradas um equipamento de proteção individual estas máscaras são
classificadas como FFP1, FFP2 e FFP3, dependendo da sua eficiência de
filtração e fuga para o interior da máscara.

  • Máscara cirúrgica: funciona como uma barreira para minimizar a
    transmissão direta de agentes infecciosos entre o profissional de saúde e o doente. Esta máscara também protege a pessoa da contaminação por microrganismos ou fluidos orgânicos, e do contacto com gotículas potencialmente infecciosas.
  • Máscara social ou comunitária: composta de artigo têxtil de uso único ou reutilizável, destina-se à população em geral. Deve permitir quatro horas de uso ininterrupto, sem degradação da capacidade de retenção d partículas, nem da respirabilidade. O ideal é que assegure, no mínimo, 70% de filtração.

Uma atenção especial para os grupos de risco…

Considerando a alta procura de máscaras cirúrgicas e respiratórias em
hospitais e unidades de saúde, a recomendação é para que pessoas
saudáveis utilizem as máscaras sociais. Mas isto, à exceção dos grupos de
risco, que incluem:

  • Idosos (≥60 anos);
  • Pessoas com comorbilidades – doença cardiovascular ou diabetes
    mellitus, doença crónicas, inclusive pulmonar como asma, cancro, doença cerebrovascular e imunossupressão.
  • Pessoas infectadas ou com suspeita da doença, e aquelas que estão a
    cuidar desses doentes. Para estes grupos, é indicada a máscara cirúrgica. Contudo, essas mesmas pessoas, mais vulneráveis, poderão ter maior dificuldade em utilizar a máscara social, já que ela pode dificultar a respiração. Assim, a melhor alternativa é evitar sair de casa e, especialmente, evitar locais fechados com outras pessoas.

Eficácia da máscara social

Segundo a Organização Mundial da Saúde, é recomendado que a máscara
de uso não profissional (máscara social) tenha três camadas: na part
frontal um tipo de tecido hidrofóbico (resistente a água), como
polipropileno, poliéster ou uma mistura de ambos; a camada do meio atua como um filtro e deve ser hidrofóbica, com o uso de material sintético
como o polipropileno, ou de algodão; e a camada que entrará em
contacto com o rosto deve ser hidrofílica (absorvente de água), como o
algodão, ou mistura de algodão. As máscaras também devem cobrir e encaixar bem no nariz, bochechas e queixo.

Não tocar!

Devemos de facto ficar atentos à qualidade das proteções
antes de as comprar, mas também ter o maior cuidado ao manuseá-las.
Enquanto a máscara estiver no rosto, não se deve puxar para o queixo ou
tocar diretamente nela, mesmo que seja para falar ao telemóvel – o que
também não é muito aconselhado…
Sempre que for necessário colocar, ajustar, ou retirar a máscara devem
utilizar-se os elásticos laterais.

Não compartilhar

Vale a pena recordar que todos os tipos de máscaras não podem ser
compartilhadas e precisam ser trocadas caso estejam molhadas ou sujas.
Após o uso, devem colocar-se num saco fechado até à lavagem, ou ao seu
adequado descarte.

Entretanto, ao realizar exercício físico com qualquer tipo de máscara deve
ter-se em atenção o acumular de suor no tecido, trocando-a por uma nova
sempre que a superfície estiver molhada ou muito húmida.

E a higienização continua…

Sobre as regras de higiene em tempo de pandemia, continua a ser
essencial seguir as orientações do distanciamento social e da lavagem
frequente das mãos. Utilizar a máscara, e o tipo de máscara certo, é parte
de um amplo contexto de proteção. Portanto, se as outras medidas forem
esquecidas, o seu uso pode não ser capaz de prevenir a contaminação.

A higienização frequente, com sabão e álcool 70%, são os principais
cuidados que todos devem manter. E, no caso de pessoas alérgicas ou com doenças respiratórias crónicas, é muito importante ter cuidados adicionais para garantir não somente a prevenção do SARS-CoV-2, mas também de outros vírus e bactérias.

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