Proteger a vida em cada uma de suas formas

 

No próximo domingo celebra-se o Dia Internacional da Biodiversidade, que visa alertar a população para a necessidade e importância da conservação da diversidade biológica.

 

Proclamado pelas Nações Unidas com o objetivo de aumentar o grau de consciencialização e conhecimentos acerca da biodiversidade, este Dia assinala-se a 22 de maio porque foi nesta data, no ano de 1992, que se adotou o texto final da Convenção da Diversidade Biológica.

Celebrando-se, todos os anos, à volta de um tema, este Dia aborda, em 2016, a “Integração da Biodiversidade para apoio às populações e aos seus meios de subsistência”. O objetivo tem sido sempre o de motivar a opinião púbica através da realização de diferentes atividades e programas, com destaque, em Portugal, para os seminários organizados pelas Câmaras Municipais.

Mas o que é a Biodiversidade?

 “Bio”, significa Vida. A Biodiversidade, ou diversidade biológica, pode ser definida como a variabilidade entre os seres vivos de todas as origens, a terrestre, a marinha e outros ecossistemas aquáticos, e os complexos ecológicos dos quais fazem parte. Ou, mais simplesmente, o conjunto das diferentes formas de vida que existem no Planeta.
A biodiversidade existe a 3 grandes níveis: 

– Diversidade GENÉTICA – Os indivíduos de uma mesma espécie não são geneticamente idênticos entre si. Cada indivíduo possui uma combinação única de genes que determinam as características físicas – como por exemplo a cor dos olhos ou dos cabelos. 

– Diversidade ORGÂNICA – diz respeito aos grupos de indivíduos que possuem uma história evolutiva comum em espécies; daí resulta que cada espécie possui características únicas que não são compartilhadas com outros seres vivos. Estimativas mencionam a possibilidade de existirem entre 10 a  50 milhões de espécies na Terra.

– Diversidade ECOLÓGICA – As populações da mesma espécie e de espécies diferentes interagem entre si formando comunidades; essas comunidades interagem com o ambiente formando ecossistemas, que interagem entre si formando paisagens, que formam os biomas. Desertos, florestas, oceanos, são tipos de biomas, cada um deles com vários tipos de ecossistemas. Quando um ecossistema é ameaçado, todas as suas espécies são também ameaçadas.

(http://marte.museu-goeldi.br/marcioayres)

Equilíbrio e estabilidade dos Ecossistemas

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza por ser responsável pelo equilíbrio e pela estabilidade dos ecossistemas.

É, também, fonte de imenso potencial económico por ser a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras, florestais, e também a base da indústria da biotecnologia, ou seja, da fabricação de remédios, cosmética, sementes agrícolas, etc…

Assim, pelo seu imenso valor global, importa identificar os fatores que a ameaçam, já que a sua perda envolve aspetos sociais, económicos, culturais e científicos. Alguns processos responsáveis são:
– Perda e fragmentação dos habitats;

– Introdução de espécies e doenças exóticas;

– Exploração excessiva de espécies de plantas e de animais;

– Contaminação do solo, água e atmosfera, por poluentes;

– Mudanças climáticas.

 

QUERCUS: CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

 

Desde a sua fundação, em 1985, a Quercus tem dedicado especial atenção à temática Conservação da Natureza e da Biodiversidade, implementando diversos projetos no terreno, também com o apoio de donativos de cidadãos e empresas.
Atualmente, gere mais de 630 hectares de espaços naturais de que é proprietária ou gestora. Como exemplo, uma área com cerca de 600 hectares na região do Tejo Internacional, onde desenvolve diversos projetos de conservação da Natureza e de agricultura sustentada.Através das atividades do Fundo Quercus para a Conservação da Natureza esta Associação promove diversos projetos de conservação de habitats e espécies ameaçados ou em perigo de extinção. Gere igualmente três centros de recuperação de animais selvagens, um alimentador de aves necrófagas, promove o estudo do impacte das linhas elétricas na avifauna e participa ativamente no Programa Antídoto-Portugal, que tem por objetivo o combate da problemática do uso de veneno que atinge a fauna selvagem.

Conhece a sua “Pegada Ecológica”?

 O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, aliado a uma grande produção de resíduos, são marcas de degradação ambiental das sociedades humanas atuais que ainda não se identificam como parte integrante da Biosfera.

Os especialistas William Rees e Mathis Wackernagel desenvolveram em 1996 o conceito de Pegada Ecológica, para nos ajudar a perceber a quantidade de recursos naturais que utilizamos para suportar o nosso estilo de vida – onde se inclui a cidade e a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, o que comemos, o que fazemos nas horas de lazer, os produtos que compramos, entre outros.

Não sendo uma medida exata, procura ser uma estimativa do impacto que temos sobre o Planeta, permitindo avaliar até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do mesmo, de disponibilizar e renovar os seus recursos naturais, assim como absorver os resíduos e os poluentes que geramos ao longo dos anos.
No conceito de Pegada Ecológica está implícita a ideia de que, dividindo o espaço com outros seres vivos, temos um compromisso geracional, isto é, “capacidade de uma geração transmitir à outra um planeta com tantos recursos como os que encontrou” (Relatório Brundtland).

E que tal realizar uma “contra pegada”?

A Quercus tem como compromisso para os próximos anos, através da gestão de ações de criação e conservação de bosques autóctones, restauração de diversos habitats e recuperação de flora e fauna ameaçadas, os seguintes objetivos:

– Atingir um mínimo de 1 000 000 de árvores autóctones plantadas e cuidadas;
– Conseguir o “sequestro” de 5 000 toneladas de CO2 ao fim de 5 anos;
– Preservar 6 espécies em risco de extinção;
– Proteger 50 hectares de zonas húmidas;
– Restaurar 10 Km de rios e ribeiras

E sugere que, para compensar os impactos associados à Pegada Ecológica de cada cidadão, os mais atentos a esta temática se comprometam, de forma voluntária, a investir em projetos de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, num gesto que será “contabilizado” como uma “contra pegada”.

Contacto útil:

Em http://conservacao.quercus.pt  vejam de que forma se pode contribuir para ajudar a salvar habitats e espécies em perigo, e assim colaborar na manutenção da Biodiversidade!

 

Agradecimentos:

Engº João Branco, vice-presidente da Quercus

Associação Nacional de Conservação da Natureza

Coordenação de textos

MLG – Comunicação e Serviços

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