O pólen e a febre dos fenos

O pólen e a febre dos fenos

Estima-se que, em Portugal, 40% dos indivíduos alérgicos sejam sensíveis aos pólenes, tipo de alergia popularmente conhecida como febre dos fenos… Mas que, apesar do nome, não causa febre. 

Existem pessoas que sofrem de alergias respiratórias durante todo o ano, enquanto outros as apresentam em determinadas estações do ano, como no caso da primavera. 

Se os seus espirros tiverem começado no início da primavera ou pouco antes, pode  ser que sofra de febre dos fenos, o nome dado à alergia ao pólen, normalmente sazonal. 

Sintomas

Os principais sintomas incluem espirros, entupimento nasal e comichão no nariz e olhos, que podem ficar vermelhos e lacrimejantes. Não são raros, também, os casos de deflagração de crises de asma. Se perceber os sintomas, é importante relatá-los a um médico alergologista, pois existem testes para os principais pólenes causadores de alergias.

Muitos acreditam que uma planta com flores abundantes e vistosas pode ser mais danosa do que as que têm poucas flores. Mas não é isso que acontece necessariamente, já que cada pólen é diferente entre si, sendo libertado numa estação do ano diferente, com proteínas que podem ou não deflagrar alergias. 

Em Portugal, as gramíneas, também conhecidas como grama ou relva, estão entre as grandes responsáveis pelas crises.

Para se proteger do pólen e da febre dos fenos

Na luta contra a febre dos fenos, é bom lembrar que em tempo seco e quente pode dar-se uma libertação maciça desses grãos, que ficam no ar durante horas e são carregados pelo vento através da atmosfera. Além de que há estudos que mostram que os pólenes e os seus fragmentos podem ser lançados no ar após tempestades, aumentando, para os indivíduos que lhes são sensíveis, as hipóteses de crises de asma. 

Apesar de não ser simples dizer quando teremos as maiores concentrações de pólen, seguem algumas dicas que podem auxiliar na prevenção de crises ou no seu tratamento.

  • Em Portugal são realizados calendários polínicos, muitos deles disponíveis em websites. Nas épocas de maior libertação de pólen na região onde vive observe as contagens, de forma a evitar demasiada exposição.
  • Nos dias de alta contagem evite abrir as janelas e, se for muito alérgico ao pólen, não saia de casa. O ideal, para quem tem ar condicionado, e com filtros especiais para pólen, é que o ligue. Mas sem esquecer que o aparelho precisa de manutenção, de três em três meses ou conforme for necessário.
  • Ao utilizar um aspirador de pó prefira os que tenham filtro HEPA, capaz de reter o pólen no seu interior. Mas cuidado ao realizar a troca. De preferência, peça que seja uma pessoa não alérgica a fazê-lo, ou utilize máscaras N95 e óculos. 
  • Se a sua casa tiver jardim e for necessário aparar a relva, também será melhor que seja outra pessoa a fazê-lo. Mas se isso não for possível, utilize máscara e óculos.

  • Em épocas da alta contagem, ao entrar em casa tome banho e coloque as roupas para lavar. Na impossibilidade, lave bem as mãos, região do antebraço e rosto, além de trocar de roupa. 

  • Em ambientes externos, use óculos, ou óculos de sol, para evitar que os alérgenos entrem em contato com os olhos.

  • Nessas alturas lave bem o nariz com solução salina (na proporção de uma colher de sopa de sal para 500 mL de água), ou soro fisiológico.

  • Prefira colocar filtros específicos para pólen no seu carro.

  • Um médico alergologista poderá seguir o seu caso, para que tenha a melhor medicação possível. 

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