Alergia ao pó doméstico: diagnóstico e tratamento.

Alergia ao pó doméstico: diagnóstico e tratamento.

O pó doméstico é composto por uma mistura que inclui fragmentos da pele morta que libertamos, fibras de carpetes e de móveis estofados, terra agarrada aos sapatos e partículas trazidas de fora da residência, pelo vento. Podendo conter chumbo, arsênio e outras substâncias prejudiciais que migram de fora para dentro de casa, por meio do ar e do solo.

Portanto, vê-se que o pó doméstico oferece riscos para a saúde, especialmente no deflagrar de alergias respiratórias.

Assim, é importante saber o que fazer. Tanto para prevenir a exposição a este pó, como no tratamento e medidas de intervenção dirigidas.

O primeiro passo é marcar uma consulta com um médico alergologista. Assim,  perguntará sobre o histórico da pessoa e condições da residência, e poderá conduzir testes específicos para entender se a pessoa de facto é alérgica à poeira doméstica e a ácaros.

São as seguintes, as principais formas de diagnóstico:

1 – Skin prick test ou teste de puntura.

Este é o teste mais comum, sendo rápido e indolor. Consiste numa leve perfuração na região do antebraço, onde é aplicada uma pequena quantidade do alérgeno de escolha, podendo ser aplicados alérgenos de ácaros. Após cerca de 20 minutos o resultado será positivo se for observada reação alérgica no local, que se assemelha a uma pequena picada de inseto.

2 – Teste de provocação nasal

Neste caso o alérgeno de ácaro é nebulizado diretamente no nariz do paciente. Isto é feito a fim de verificar uma possível reação alérgica. Este teste é menos utilizado, já que pode causar reações fortes e indesejáveis, além de que só pode ser realizado em hospitais, por médicos alergologistas.

3 – Teste sanguíneo

É o recurso de casos específicos, designadamente quando:

– O paciente está a utilizar um antialérgico e não pode interromper o uso (neste caso, a reação alérgica na puntura pode não ser observada, apesar do paciente ser alérgico a ácaros).

– Em casos em que houve reações severas anteriormente.

– Quando se apresentem lesões na pele.

– Apresentando-se a pele muito sensível, reações localizadas ao redor da puntura possam ocorrer, mesmo que o paciente não seja alérgico.

Nestes casos, é feita uma recolha de sangue laboratorial e é avaliada a presença do anticorpo IgE (Imunoglobulina E) específica para ácaros.

Este teste costuma ser mais preciso.

TRATAMENTOS

Após o diagnóstico, o médico irá escolher a melhor solução para cada caso. Entre os medicamentos mais utilizados para o tratamento de alergia a ácaros estão os anti-histamínicos, que reduzem sintomas de comichão e irritação nos olhos, e descongestionantes e esteroides nasais, que reduzem, respetivamente, a secreção e inchaço nasais.

A imunoterapia específica tem vindo a ser muito utilizada e consiste na aplicação de vacinas subcutâneas (forma mais utilizada) e gotas sublinguais, compostas por pequenas doses de alérgenos de ácaros, aplicadas de forma consistente, em períodos longos (entre 2 e 4 anos). A ideia é que o organismo se vá acostumando gradualmente àquele alérgeno, até que não o sinta mais como agente invasor. Apesar de não haver garantia de que a alergia será controlada, ainda é o mais utilizado, juntamente com o controle ambiental.

A diminuição de reações alérgicas após tratamento com imunoterapia pode ser mais de 2 vezes superior quando comparada com tratamentos medicamentosos.  No entanto, é importante ressaltar que pacientes portadores de asma grave, que utilizam betabloqueadores, que apresentam doenças autoimunes e doenças psiquiátricas, não devem receber tratamento por imunoterapia. E este também não deve ser iniciado na gravidez.

Nota: e esse artigo tem apenas caráter informativo, não devendo substituir uma consulta com especialista.

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