Pneumonia: principais grupos de risco ainda não estão vacinados!

12 de novembro é o Dia Mundial da Pneumonia. Um alerta para o facto de  apenas 20 a 30% dos indivíduos a partir dos 65 anos não estarem vacinados. E o MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação, cria uma plataforma online para informação global sobre esta doença.

Embora algumas formas de Pneumonia sejam potencialmente preveníveis através de vacinação, o estudo “PneuVUE® – 65 years and over” revela que dentro deste grupo de risco, apenas 20 a 30% dos indivíduos estão vacinados. A Pneumonia Adquirida na Comunidade é uma das principais causas de morte por infeção na Europa, onde se estima que todos os anos ocorram cerca de 3 milhões de episódios. Um terço desses casos requer hospitalização. A informação é a base de uma boa prevenção. E no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação anuncia a criação de uma plataforma online, que será acompanhada de presença no Facebook, ferramentas virtuais e interativas a que todos os interessados poderão recorrer, a partir de agora, para saber mais sobre vacinação, direitos e recomendações.

“É necessário dotar a população e os profissionais de saúde de consciência, e o acesso à informação é a base da prevenção. Embora seja recomendada pela DGS aos grupos de adultos de risco, ainda são poucos os que já tomaram a vacina antipneumocócica. Mais do que uma questão de acesso, as baixas taxas de imunização na idade adulta prendem-se, sobretudo, com a falta de informação ou de prescrição. Prestes a celebrar o Dia Mundial da Pneumonia, o Movimento Doentes pela Vacinação quer mudar este cenário”, explica Isabel Saraiva, vice-Presidente da Respira e fundadora do Movimento Doentes pela Vacinação.

Em Portugal a Pneumonia mata um adulto a cada 90 minutos!

Os resultados do PneuVUE®+65 são claros no que toca à falta de consciência dos europeus. Embora 85% dos inquiridos tenha afirmado saber o que é a Pneumonia, apenas um terço (35%) sabia da existência de vacina contra esta doença. Isto apesar de se encontrarem na faixa etária com maior risco de contrair Pneumonia, ou seja, adultos a partir dos 65 anos.

Através deste estudo conclui-se que, embora a perceção da existência da Pneumonia seja alta, a consciência da importância da vacinação é baixa, o que leva a uma fraca concretização desta forma de prevenção.

Neste mesmo grupo, apenas 18% afirmou estar vacinado contra a Pneumonia. Uma percentagem bastante inferior à que referiu tomar anualmente a vacina contra a Gripe.

Potencialmente fatal, a Pneumonia traz consequências (muito) graves para o doente. Em Portugal, mata um adulto a cada 90 minutos. Só em tratamentos e internamentos, custa ao Estado uma média de 80 milhões de euros anuais, o equivalente a 218 mil euros por dia.

Segundo Isabel Saraiva “as Doenças Respiratórias são um dos maiores desafios do século XXI, mas o seu impacto em termos de saúde e socioeconómicos está subavaliado. Estima-se que em 2050, 1/10 da população europeia terá mais de 65 anos, o que significa, entre outros aspetos, que o peso da Pneumonia se fará sentir cada vez mais”. E a fundadora do MOVA acrescenta: “À medida que a população mundial envelhece, o conceito de envelhecimento saudável torna-se mais relevante. As estratégias na área da Saúde estão cada vez mais viradas para a prevenção, e não para o tratamento”.

Atenção aos 65 anos!

Com o passar dos anos, o nosso sistema imunológico fica mais frágil e menos eficiente, o que resulta no aumento da nossa suscetibilidade a doenças infeciosas. Como tal, a faixa etária a partir dos 65 anos está em maior risco de contrair doença pneumocócica. Paralelamente, é também mais provável que este grupo, quando comparado com grupos etários mais jovens, sofra de uma ou mais doenças crónicas, condições que aumentam exponencialmente o risco de doença pneumocócica.

O que nos leva à prevenção!

O aconselhamento de um profissional de saúde continua a ser a forma mais eficaz de levar alguém a vacinar-se.
Entre os inquiridos que mostraram ter consciência do que é a Pneumonia, 54% referiu a falta de aconselhamento médico como a principal razão para não se vacinar.
Reforça-se, assim, a importância dos profissionais de saúde e o papel fundamental que têm nos planos de saúde dos seus pacientes.
Já entre os inquiridos vacinados contra a Pneumonia, 90% apontou a proteção da Sociedade, da Família e dos Amigos como principal razão para o fazer.

COMO PREVENIR A PNEUMONIA?

A vacinação antipneumocócica é a forma mais eficaz de prevenir a Pneumonia. Pode ser feita em qualquer altura do ano e a sua prevenção pode significar a diferença entre a vida e a morte. Está indicada, na União Europeia, para todas as pessoas a partir das seis semanas de vida. Previne, para além da Pneumonia, formas graves da infeção por pneumococos, como a Meningite e a Septicémia, e outras menos graves, como a Otite Média Aguda e a Sinusite.
Da prevenção da Pneumonia fazem também parte a vacinação antigripal e a intervenção nos comportamentos de risco, como a cessação tabágica, o consumo moderado de bebidas alcoólicas, a higiene oral, a manutenção de um estado nutricional adequado e o controlo das doenças associadas.

Grupos de risco para além da idade…

Além das pessoas a partir dos 65 anos, também as crianças têm maior probabilidade de contrair Pneumonia, a par de quem sofra de comorbilidades como Asma, DPOC, Diabetes, e Doenças crónicas cardíacas, hepáticas e renais. Fazem parte dos grupos de risco e, por isso, devem vacinar-se. Existe, desde há dois anos, uma norma da Direção-Geral da Saúde que recomenda a vacinação antipneumocócica a todos os adultos pertencentes a estes grupos.
A vacinação antipneumocócica está no Plano Nacional de Vacinação para as crianças e, entre os adultos, já há uma comparticipação geral de 15%. No entanto, grupos de alto risco como indivíduos com infeção VIH/sida, com linfomas ou outras doenças hemato-oncológicas, ou que tenham retirado o baço, estão entre aqueles que têm direito à vacinação sem quaisquer custos.

MOVA aposta nas redes sociais

O MOVA é uma iniciativa conjunta da Associação Respira, da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) e do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).
E porque a informação é fundamental para uma boa prevenção, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Pneumonia este Movimento anuncia a criação de uma plataforma online, espaço informativo e interativo a que todos os interessados poderão recorrer para saber mais sobre vacinação, direitos e recomendações.
O lançamento desta plataforma será acompanhado de presença no Facebook. Todos estão convidados a acompanhar e participar no debate.

Para mais informações:
Telm.: 91 252 20 70 | ritajordao@multicom.co.pt

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