AS CRIANÇAS E AS INFEÇÕES INVERNAIS

As doenças invernais são muito contagiosas, mas não são graves.
Por vezes têm sintomas bastante incómodos e, quase sempre, obrigam
a que a criança fique em casa durante vários dias.

O infantário e a escola são excelentes meios de contágio para as infeções invernais. Por isso, poucas crianças se livram de “apanhar” várias constipações durante o inverno. Segundo dados estatísticos, as crianças que frequentam infantários e escolas sofrem entre 5 a 9 processos infecciosos durante o ano, quase todos afetando as vias respiratórias altas. São processos benignos, mas não deixam de ser incómodos.
Neste artigo sobre o combate às principais infeções invernais, pais e outros familiares que convivam diariamente em casa, com os mais novinhos, são também o foco para a prevenção e formas de evitar o contágio.

Foto para abrir artigo crianças e infeções invernais

 Constipação comum
Os resfriados – popularmente designados por constipações – são infeções víricas. E são tão numerosos os gérmenes que podem provocá-los que é totalmente impossível imunizar a criança contra todos eles. Por isso não há vacinas eficazes e é muito frequente que as crianças passem todo o inverno constipadas.

– Sintomas – Tosse, espirros, dor de garganta, sensação de peso na cabeça, cansaço, etc. A febre é mais frequente nas crianças menores de 3 anos e dura, quanto muito, 72 horas. A mucosidade – sintoma inequívoco – começa por ser aquosa, tornando-se depois mais espessa. Nos bebés, a obstrução nasal impede-os de dormir e de comerem bem.

– Prevenção – Como os vírus que causam os resfriados podem permanecer ativos durante várias horas e acomodam-se em qualquer superfície, expomo-nos ao seu contágio, simplesmente tocando nos objetos que tenham sido manipulados por crianças constipadas. Além de se lavar as mãos com frequência não se deve utilizar a mesma toalha nem a mesma loiça. O período de contágio inicia-se com o começo dos sintomas e dura cerca de 48 horas. Durante este período é essencial que as crianças se cubram com um lenço cada vez que tussam ou espirrem, pois as gotículas que se soltam com a saliva são altamente contagiosas.

– Tratamento – Não há tratamento para o resfriado comum. Portanto, resta apenas tratar dos sintomas mais incómodos: para a febre, antipiréticos; para a mucosidade, lavagens nasais com soro fisiológico, pelo menos três vezes ao dia. Os humidificadores são úteis, se se mantiverem limpos. Pode acrescentar folhas de eucalipto ou umas gotinhas de óleos essenciais. Mas nas crianças com menos de 2 anos, estão totalmente contraindicadas as essências de mentol ou cânfora. Também é conveniente dar à criança muitos líquidos. Para a tosse não devem usar-se xaropes, salvo se se tratar de uma tosse não produtiva.

Os antibióticos, por seu lado, aumentam a probabilidade de sobreinfeção bacteriana, pelo que nunca deve administrá-los sem que tenham sido receitados pelo pediatra. Por último, mas não menos importante, não se deve fumar na presença da criança.

Faringite
Os médicos chamam faringite às infeções víricas ou bacterianas que afetam a faringe e as amígdalas. Estima-se que apenas 15% das faringites sejam causadas por bactérias; a maioria são processos víricos, que não necessitam de tratamento com antibióticos e que se curam sem complicações.

– Sintomas – A faringite vírica costuma ter um início gradual, com febre moderada (menos de 39º C), gânglios inflamados e um ligeiro mal-estar. As crianças queixam-se de dor ao engolir, sendo frequente não quererem comer.

As faringites de origem bacteriana provocam mais febre e, ao cansaço, junta-se a dor de barriga e, muitas vezes, vómitos. As amígdalas costumam ficar inflamadas e cobertas de um exsudado esbranquiçado – as chamadas placas.

– Prevenção – O contágio produz-se ao partilharem-se copos, pratos, talheres ou guardanapos. Depois de uma infeção deste tipo, também é conveniente mudar a escova de dentes.

– Tratamento – Se a infeção for vírica não se administram antibióticos, notando-se uma melhoria ao fim de dois ou três dias. Mas se a origem for bacteriana, é necessário um tratamento com antibióticos. Mesmo que a febre desapareça passadas 72 horas, é essencial continuar o tratamento até ao fim.

Conjuntivite
Se a infeção for ocasionada por um vírus, a conjuntivite costuma começar num olho, mas rapidamente afeta os dois. É uma afeção muito contagiosa. Por isso, em muitos infantários e escolas recomenda-se manter as crianças em casa, até que estejam curadas.

– Sintomas – O olho fica inflamado, vermelho, e segrega uma espécie de muco aquoso que se torna purulento e pegajoso se a origem da infeção for bacteriana. Também pode produzir ardor.

– Prevenção – O contágio produz-se quando a criança toca objetos que, por sua vez, tenham sido tocados por uma pessoa infetada. É imprescindível lavar as mãos frequentemente, utilizar uma toalha diferente e mudar a roupa da cama e a fronha da almofada, diariamente. Uma vez iniciado o tratamento, a conjuntivite deixa de ser contagiosa passadas 24 horas.

– Tratamento – As conjuntivites de origem vírica curam-se, simplesmente, com lavagens diárias de uma gaze humedecida com soro fisiológico ou algum preparado natural à base de eufrásia e camomila. É importante limpar do interior do olho para o exterior, para arrastar toda a mucosidade.

No caso das conjuntivites bacterianas é necessário um tratamento com pomadas ou gotas antibióticas, durante vários dias. Muito importante: procure que a criança não esfregue os olhos.

Gastroenterite
As crianças com menos de 3 anos sofrem pelo menos um episódio de diarreia por ano. À medida que crescem, as gastroenterites deixam de ser tão perigosas, pois com a idade diminui o risco de rápida desidratação.
Nas crianças com menos de 6 anos a maioria das gastroenterites são causadas pelo rotavírus, um vírus que prolifera nos meses de inverno. No verão e no outono são mais frequentes as gastroenterites de origem bacteriana.

– Sintomas – Vómitos, febre, diarreia e dores de barriga. A criança pode ficar muito abatida, inapetente e sem vontade de brincar.

– Prevenção – Lavar as mãos depois de ir à casa de banho é a melhor forma de prevenir o contágio. Se a criança ainda usa fraldas, a pessoa que lhas muda também deve lavar as mãos. Os rotavírus podem sobreviver nas superfícies dos objetos durante várias semanas, pelo que não é exagerado lavar os brinquedos e limpar muito bem a mesa e as cadeiras. Enquanto a criança tiver algum sintoma pode contagiar outras crianças, razão pela qual não é recomendável ir à escola até estar completamente curada.

– Tratamento – A dieta faz parte do tratamento. Durante as primeiras 48 horas recomenda-se não ingerir leite, fruta (exceto maçã e banana) e legumes. A criança pode comer arroz, pão, carne e peixe, cozinhados de um modo simples e agradável. À medida que for melhorando, podem introduzir-se os restantes alimentos.

Se a diarreia for muito abundante e a criança vomitar com frequência, será necessário tomar um soro oral – existem vários preparados, de venda em farmácia –, durante todo o dia e em pequenos golos. Esta é a melhor forma de evitar a desidratação.

Varicela
A infeção por varicela é quase sempre, benigna, imuniza para toda a vida, mas causa muito absentismo escolar, sobretudo no inverno e primavera.

– Sintomas – Durante o período de incubação (que é de 7 a 10 dias), a criança não apresenta qualquer sintoma. Mas a partir daí, podem surgir sintomas parecidos com os de um simples resfriado: febre, tosse e garganta irritada. Logo de seguida, surgem as primeiras borbulhas. Inicialmente, são constituídas por manchas – máculas –, que evoluem para pequenas borbulhas – pápulas. Posteriormente, formam-se umas vesículas que secam em poucos dias, dando lugar a pequenas crostas. As manchas começam por aparecer no pescoço, barriga e costas, invadindo depois o resto do corpo, sem exceções. Como o avanço é progressivo podem encontrar-se, ao mesmo tempo, lesões em diferentes estados evolutivos.

– Prevenção – O vírus transmite-se através das gotículas de saliva e pelo contacto com as vesículas. Mas o principal problema da varicela é que é altamente contagiosa durante o período de incubação, isto é, quando ainda não há qualquer sintoma que nos alerte. Uma vez manifesta a doença, a criança deve deixar de ir à escola e evitar qualquer contacto com outras crianças que ainda não a tenham tido.

– Tratamento – Normalmente, recomenda-se um tratamento no sentido de aliviar a comichão e para evitar que se produza uma infeção bacteriana. Os anti-histamínicos são úteis desde que receitados pelo pediatra. Para evitar infeções e acalmar o prurido é bom banhar a criança, todos os dias, com sabão de aveia, um excelente calmante natural. E se tiver febre, pode tomar paracetamol.

Artigo gentilmente cedido pela revista “Super Bebés”
Pela qualidade dos especialistas que nela colaboram esta publicação
é sempre uma fonte fidedigna de conselhos e apoio familiar
em questões da saúde e bem-estar dos mais pequenos.

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DE PEQUENINO SE RESPIRA MELHOR…

Muitas doenças invernais afetam as vias respiratórias altas pelo que, mesmo que a criança não tenha asma ou rinite alérgica, é da maior importância beneficiar em casa, e sobretudo no seu quarto de dormir, das vantagens de um aparelho purificador de ar.
A Airfree alerta para a importância de garantir que, desde a mais tenra idade, as crianças respirem um ar saudável, dentro dos padrões recomendados, de forma a prevenir o desenvolvimento, nos anos seguintes, de múltiplas alergias.
A humidade dentro das casas, que traz o desenvolvimento de mofos e bolores, e os ácaros, que habitam os nossos colchões, almofadas e mantas, são os principais responsáveis pelos problemas alérgicos, potenciados também pelas constipações e gripes da época…

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