ALERGIAS ALIMENTARES

E a “fechar” este mês em que abordámos diversos tipos de alergias, recorrentes a partir da estação outonal, ainda uma palavra para outro tipo de reações alérgicas, desta vez aos alimentos…

O número crescente de alergias e intolerâncias alimentares, designadamente em crianças e jovens, preocupa famílias e profissionais da saúde.
A Dra. Paula Beirão Valente, Nutricionista e Nutricoach, explica de que forma se manifestam e como proceder, designadamente na infância.

O QUE SÃO?
Trata-se de uma reação imunológica desencadeada por uma proteína, que poderá apresentar várias manifestações, dependendo do órgão afetado.
Diarreia e vómitos, no aparelho gastrointestinal, dificuldade respiratória e broncoespasmo no aparelho respiratório, ou eczema, urticária e edema a nível cutâneo são algumas das manifestações da alergia alimentar.

A intensidade e a gravidade das manifestações pode variar desde reações ligeiras, tais como lesões cutâneas isoladas, até à anafilaxia, que poderá ser fatal se não for corretamente abordada.

A alergia alimentar é mais comum durante o primeiro ano de vida, com uma prevalência de 25 por cento. A existência de familiares de primeiro grau com história de alergia aumenta o nível de risco. No entanto é importante ter em consideração que a maioria das alergias tem resolução espontânea até à idade escolar.

AS MAIS COMUNS…
As alergias alimentares mais comuns são ao leite de vaca, ao ovo, ao amendoim e aos frutos de casca rija, como as nozes, ao peixe, ao marisco, ao trigo e à soja, sendo estes alimentos responsáveis por 90% das reações.
Mas de forma a prevenir a ocorrência de uma reação alérgica é necessário restringir não só os alimentos diretamente responsáveis pela alergia, mas também aqueles que poderão conter o alergénio na sua composição.

É essencial conhecer quais são os ingredientes que compõem cada receita, mesmo que a presença do alimento alergénico em questão não seja aparente. Em alguns casos, quantidades vestigiais deste alergénio podem ser suficientes para provocar uma reação grave. Um alimento que, aparentemente, parece ser seguro, pode vir a desencadear uma reação alérgica apenas por ter estado em
contacto com outros alimentos que continham o alergénio – fenómeno que se designa como contaminação cruzada.

COMO AS PREVENIR
Para prevenir uma ingestão acidental, é fundamental a educação na leitura e interpretação dos rótulos alimentares, de forma a identificar alergénios potencialmente escondidos. A alimentação e a ingestão de determinados nutrimentos não pode, no entanto, ficar comprometida como consequência da eliminação, devendo ser estimulado o consumo de alimentos substitutos ricos nesse nutrimento, como modo de compensação. Por essa razão, a colaboração entre o médico e o nutricionista é fundamental para garantir uma alimentação diversificada sem carências ou erros nutricionais.

Agradecimento:
Dra. Paula Beirão Valente, Licenciada em Nutrição (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto) e Mestre em Nutrição Clínica (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra).

***

UMA PALAVRA DA “ALIMENTA”
Fundada em maio de 2013, a Alimenta – Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alinentares, nasceu pela vontade e necessidade sentidas diariamente, de um conjunto de doentes e respetivos familiares no sentido de unir esforços na sensibilização para as doenças do foro da alergia e intolerância alimentares.
Apesar de a prevalência deste tipo de patologias ter vindo a crescer no mundo ocidental, o desconhecimento em Portugal sobre os sintomas, o tratamento e a prevenção das reações aos alimentos é grande, o que dificulta a vida de todos os que sofrem destas patologias.

Uma simples ida às compras, comer fora, ou, para os mais pequenos, a frequência da escola, atos do quotidiano para as restantes pessoas, exigem cuidados especiais nos mais pequenos pormenores, como seja ler e reler os rótulos dos alimentos, evitar a contaminação de utensílios e espaços ou a sensibilização dos educadores e restantes cuidadores educativos para os sintomas, prevenção e tratamento.
É muito importante perceber-se que esta não é uma opção de vida. As pessoas com intolerâncias e alergias alimentares não escolhem não comer os alimentos a que são alérgicos ou intolerantes. Não é uma dieta voluntária. Não é uma moda. Estas pessoas sofrem de patologias que as impedem, parcial ou totalmente, de sequer contactar com os alimentos proibidos, podendo esse contacto levar a consequências trágicas se não tiverem acesso imediato a tratamento.

Nesta senda, a Alimenta assumiu como missão produzir e divulgar o conhecimento e promover a sensibilização para as doenças do foro da alergia e intolerância alimentares. Pretendemos fomentar atividades do foro científico, formativo, educacional, cultural, recreativo, jurídico e comunitário, bem como contribuir para o bem-estar físico, emocional e social dos portadores de doenças do foro da alergia e intolerância alimentares, suas famílias e amigos.
Encontrámos, nas palavras atribuídas à antropóloga americana Margaret Mead, o mote da nossa associação: “Never doubt that a small group of thoughtful, committed citizens can change the world.” Tendo como horizonte a mudança do mundo, julgamos estar no caminho certo para promover melhorias na vida de todos aqueles que sofrem de alergias e intolerâncias alimentares.

Contactos:
http://www.alimenta.pt
geral@alimenta.pt

Coordenação:
MLG – Comunicação e Serviços

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